
O TEMPO NÃO EXISTE APENAS PARA SER UTILIZADO MAS PARA SER CELEBRADO E SABOREADO
Caro leitor! O tempo é história, é vida, é celebração, é curtição, é seriedade. A desenfreada agitação do homem contemporâneo, nos deve fazer pensar. Por quê? Já houve tempos em que o homem vivia mais e melhor o tempo. Atualmente o tempo não tem mais qualidade e sim quantidade, por isso não são vividos e curtidos, e, à medida que passa nos angustia e a vida vai perdendo o sabor. Estamos encerrando mais um ano, ou seja, o nono ano do segundo milênio. Observando a realidade hoje, para muitos o tempo tornou-se enfadonho. Termina ano e inicia ano e nada muda. As pessoas perderam o senso do lúdico, do celebrativo saudável. Entretanto, na subjacência se escondem os tentáculos do mercado que transformou o tempo no chavão: “Tempo é questão de dinheiro”. Será que só há esse modo de ver o tempo?
REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE O “TEMPO” PARA 2010.
Sugiro ao leitor refletir nessa virada de ano e fazer um balanço. 1. A minha ordem do dia é realmente equilibrada? 2. Tenho tempo suficiente para o silêncio, a oração e uma conversa com minha família ou com meus amigos? 3. Reservo um tempo para as minhas refeições ou apenas engulo a comida? 4. Prolongo cada vez mais o tempo do trabalho? 5. Fica cada vez mais curto o tempo do trabalho em casa? 6. Meu tempo está bem organizado ou deixo-me empurrar para lá e para cá? 7. Além do tempo em que trabalho efetivamente, reservo também alguns instantes para tranqüilidade, para simplesmente ficar a toa?
(fonte: Anselm Grün – No ritmo dos monges – p.146- Paulinas).
Esses questionamentos é uma fonte importante na avaliação para iniciar o novo ano 2010. Precisamos reaprender novamente à celebrar o tempo, como algo que nos revitaliza a vida e o sentido da história. A perda do conceito de tempo levou a sociedade contemporânea a ficar doente, estressada, sem objetivo, pois, os cifrões parecem que definiram o que deve ser o tempo. Por outro lado, destruíram o tempo como festa livre para respirar aliviado. Essa é a maior causa das doenças de natureza psico-somáticas na atualidade. Não sabemos viver, não sabemos mais sorrir ou quem sabe dar gargalhadas. Os jovens se amontoam nas praças, sentados, bebendo, fumando e etc. Precisam aprender a rir e brincar como jovens saudáveis. Os próprios adultos não sabem mais viver com alegria, tudo é preocupação. É um retrato trágico de uma sociedade sem valores e sem meta e quando a tem se reduz à imanência da temporalidade. É preciso refazer a história do futuro, com a solidez do sentido que é Deus.
O CULTIVO DA FÉ ABRE E INTRODUZ O HOMEM A UM NOVO CONCEITO DE TEMPO.
O Imperador romano Marco Aurélio dizia: “Se não empregares o tempo para alegrar tua alma, ele desvanecerá, e tu hás de desvanecer também, e não será possível empregar o tempo uma segunda vez”. As palavras de Marco Aurélio devem fazer todos pensar sobre a questão do tempo, mas de maneira particular, os empresários, as instituições em geral, pois: “Para trabalhar com criatividade, todo empresário precisa diariamente da saudável interrupção das pausas. Pausa nenhuma é mais salutar do que uma que sirva para silêncio e meditação e nos coloque em contato com o Espírito de Deus” (cf. Grün, Anselm – No ritmo dos monges – pp.112-113). A dimensão da fé no processo do tempo é a “contemplação”. Significa “olhar para”. Contemplando, eu me uno ao contemplado que é Deus. No meu silêncio penetro no profundo mistério do silêncio de Deus. Nesse momento o tempo pára o que já é um sinal de eternidade. O Papa João Paulo II publicou uma Encíclica chamada “Dies Domini”, ou seja, o “Dia do Senhor”. Na verdade o domingo cristão deveria ter algo da qualidade do sábado judaico, que Deus ofereceu ao ser humano para que desfrutasse o descanso. Aí seu espírito se abre ao essencial da vida, da religião, da filosofia e da arte. Ir à Igreja no domingo é um exercício dessa arte do lazer.(fonte:ibidem-p.154). Na história da Igreja, as festas sempre foram entendidas como renovação do tempo a partir de sua origem. As festas apresentam o colorido para nossa vida. Abrem nossa alma, para que possa se refrescar com as fontes da vida divina. Um bom desafio para 2010 é redescobrir o senso do lúdico no tempo, mesmo diante dos problemas e teremos menos pessoas doentes. Pense e reflita.
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Sugiro ao leitor refletir nessa virada de ano e fazer um balanço. 1. A minha ordem do dia é realmente equilibrada? 2. Tenho tempo suficiente para o silêncio, a oração e uma conversa com minha família ou com meus amigos? 3. Reservo um tempo para as minhas refeições ou apenas engulo a comida? 4. Prolongo cada vez mais o tempo do trabalho? 5. Fica cada vez mais curto o tempo do trabalho em casa? 6. Meu tempo está bem organizado ou deixo-me empurrar para lá e para cá? 7. Além do tempo em que trabalho efetivamente, reservo também alguns instantes para tranqüilidade, para simplesmente ficar a toa?
(fonte: Anselm Grün – No ritmo dos monges – p.146- Paulinas).
Esses questionamentos é uma fonte importante na avaliação para iniciar o novo ano 2010. Precisamos reaprender novamente à celebrar o tempo, como algo que nos revitaliza a vida e o sentido da história. A perda do conceito de tempo levou a sociedade contemporânea a ficar doente, estressada, sem objetivo, pois, os cifrões parecem que definiram o que deve ser o tempo. Por outro lado, destruíram o tempo como festa livre para respirar aliviado. Essa é a maior causa das doenças de natureza psico-somáticas na atualidade. Não sabemos viver, não sabemos mais sorrir ou quem sabe dar gargalhadas. Os jovens se amontoam nas praças, sentados, bebendo, fumando e etc. Precisam aprender a rir e brincar como jovens saudáveis. Os próprios adultos não sabem mais viver com alegria, tudo é preocupação. É um retrato trágico de uma sociedade sem valores e sem meta e quando a tem se reduz à imanência da temporalidade. É preciso refazer a história do futuro, com a solidez do sentido que é Deus.
O CULTIVO DA FÉ ABRE E INTRODUZ O HOMEM A UM NOVO CONCEITO DE TEMPO.
O Imperador romano Marco Aurélio dizia: “Se não empregares o tempo para alegrar tua alma, ele desvanecerá, e tu hás de desvanecer também, e não será possível empregar o tempo uma segunda vez”. As palavras de Marco Aurélio devem fazer todos pensar sobre a questão do tempo, mas de maneira particular, os empresários, as instituições em geral, pois: “Para trabalhar com criatividade, todo empresário precisa diariamente da saudável interrupção das pausas. Pausa nenhuma é mais salutar do que uma que sirva para silêncio e meditação e nos coloque em contato com o Espírito de Deus” (cf. Grün, Anselm – No ritmo dos monges – pp.112-113). A dimensão da fé no processo do tempo é a “contemplação”. Significa “olhar para”. Contemplando, eu me uno ao contemplado que é Deus. No meu silêncio penetro no profundo mistério do silêncio de Deus. Nesse momento o tempo pára o que já é um sinal de eternidade. O Papa João Paulo II publicou uma Encíclica chamada “Dies Domini”, ou seja, o “Dia do Senhor”. Na verdade o domingo cristão deveria ter algo da qualidade do sábado judaico, que Deus ofereceu ao ser humano para que desfrutasse o descanso. Aí seu espírito se abre ao essencial da vida, da religião, da filosofia e da arte. Ir à Igreja no domingo é um exercício dessa arte do lazer.(fonte:ibidem-p.154). Na história da Igreja, as festas sempre foram entendidas como renovação do tempo a partir de sua origem. As festas apresentam o colorido para nossa vida. Abrem nossa alma, para que possa se refrescar com as fontes da vida divina. Um bom desafio para 2010 é redescobrir o senso do lúdico no tempo, mesmo diante dos problemas e teremos menos pessoas doentes. Pense e reflita.


