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O ACIRRADO EMBATE NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS CONTEMPORÂNEAS SOBRE O MEIO AMBIENTE E A ECONOMIA.

Caro leitor! Com o avanço do fenômeno da globalização, que através do desenvolvimento dos meios de comunicação reduziu distâncias, o planeta terra passou a ser uma aldeia. Ora, esse processo por um lado é positivo, quando se leva em conta que somos todos irmãos, ou seja, uma grande família. Por outro lado, temos diante de nós uma descontrolada tecno- ciência, que se arrasta desde o século XVIII, sem controle, que está desestruturando a diversidade das culturas, das sociedades e os modos de vida de cada grupo étnico. A aceleração das mudanças culturais e tecnológicas em parte, é positiva enquanto respeita a diversidade, mas, ao mesmo tempo preocupante. Com certeza, a sociedade contemporânea precisa de maneira urgente, além da tomada de consciência dessa corrida louca, urge colocar um freio e tomar atitudes concretas para redimensionar o desenvolvimento que possa convergir para um mundo, cuja economia não seja fim, mas meio de adequar avanço tecnológico, com vista ao bem comum do ser humano e arrumar a casa no que diz respeito ao meio-ambiente e aos valores da vida. O pensador, Edgar Morin diz: "...precisamos desacelerar para poder regular, controlar e preparar a mutação. A sobrevivência exige revolucionar o devir. Precisamos chegar a um outro futuro"(cf. Morin, Edgar – Terra- Pátria – Sulina – p.95). E continua Morin: "A crise planetária está no centro dos processos descontrolados e estes estão no centro da crise planetária". Contudo, o que gira em torno dessa crise planetária está intimamente ligado aos interesses de natureza econômica. Os países desenvolvidos parece não estarem muito preocupados com um futuro diferente e sim absorvidos por interesses escusos de grupos da mesma natureza. É a mão invisível e virtual que nunca mostra seu rosto.

A CONFERÊNCIA DO CLIMA EM COPENHAGUE.

Um dos sintomas mais claro da crise atual é o desconforto dos países subdesenvolvidos, bem como os emergentes que são pressionados pelos países desenvolvidos para assumir algo que é um problema dos mesmos e criado pelos países desenvolvidos e, que, continuam a não abrir mão de seus privilégios. Simplesmente podemos desconfiar que a Conferência do clima em Copenhague corra o risco de não produzir nenhum comprometimento da parte dos grandes, para abrandar o efeito estufa e outros problemas de natureza social com os países mais pobres do planeta. O problema é antigo e remonta a Revolução Industrial. O advento do tear a vapor representou o início de um aumento contínuo do consumo de combustíveis fósseis, pois, o carvão foi o principal combustível das novas máquinas a vapor, cuja utilização em processos industriais e de transporte cresceu de forma vertiginosa ao longo do século XIX. Em seguida o problema foi fortalecido pela utilização dos derivados de petróleo como fonte energética para iluminação através da combustão em lampiões, gás natural em motores de combustão. Hoje podemos dizer que chegamos a um nível preocupante. Os acordos firmados, como o Protocolo de Quioto e outros parecem que não dizem nada aos maiores poluidores. Por quê? Volto a dizer quando a economia se distancia do seu objetivo principal que é o bem do homem e do meio-ambiente perdemos o senso da vida e da história. O pensamento contemporâneo precisa esquecer um pouco os cifrões e olhar além dos mesmos em vista da sobrevivência da humanidade.

O NATAL É TEMPO OPORTUNO PARA REVER E RECONSTRUIR A HISTÓRIA COM NOVOS PARADIGMAS.

Caro leitor! O mundo precisa de sentido. E sentido é direção para uma meta. Muitos imbuídos no caos da atual sociedade pensam que a vida é jogada pelo acaso como lata vazia sacudida pelas ondas das águas turbulentas do rio. Sartre viu a vida como um esgoto repleto de animais imundos e sem saída, na qual se debatem até a loucura e a vida não passaria de um absurdo existencial. No entanto, Madre Teresa de Calcutá, viu na vida uma aventura de amor. Toda a teologia do Natal traz ao homem contemporâneo não só otimismo, mas uma “Esperança” decorrente da entrada de Deus na história através do nascimento de Jesus Cristo, e esse, apontou o verdadeiro sentido da vida humana que preenche o vazio do coração humano. As dificuldades que a Conferência do Clima de Copenhague enfrenta é expressão nítida de que as pessoas, os dirigentes não se desapegaram das coisas no interior do coração. "A cultura atual tende a propor estilos de ser e viver contrários à natureza e dignidade do ser humano. O impacto dominante nos ídolos do poder, da riqueza e do prazer efêmero se transformara, acima do valor da pessoa, em norma máxima de funcionamento e em critério decisivo na organização social. Diante dessa, realidade, anunciamos, mais uma vez, o valor supremo de cada homem e de cada mulher. Na verdade, o Criador, ao colocar a serviço do ser humano tudo o que foi criado, manifesta a dignidade da pessoa humana e convida a respeitá-la"(cf. Documento de Aparecida- nº387 - p.176). O mundo globalizado tem condições de criar relações internacionais sólidas baseadas no amor de Deus e daí surgir exigentes políticas públicas e fortes inerentes ao bem-estar de todos e ao meio-ambiente. Pense e reflita.
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