
O PROFESSOR AUTÊNTICO
É O QUE EDUCA E ENSINA PARTINDO DE UM PROJETO QUE TRANSFORMA A SOCIEDADE E EDIFICA A HISTÓRIA.
Caro leitor! O dia do professor é uma data que precisamos comemorar não como mais um feriado escolar, mas como um momento de reflexão de sua missão dentro da sociedade. Essa figura hoje parece que perdeu a sua importância. Isso é profundamente lamentável, pois, aí está o futuro brilhante e saudável de qualquer nação que se preze. A cultura contemporânea tem feito grandes avanços tecnológicos, embora tenhamos a lamentar a omissão e pouca valorização da figura do professor-educador. Uma parte significativa do professorado, hoje, exerce essa função como “bico” e não como uma vocação. São poucos os professores que mesmo mal remunerados, dão sua vida apostando num mundo melhor, através da educação. Os efeitos devastadores dessa realidade é simplesmente trágicos. Alguns, talvez, chegam a se questionar, onde estamos errando? Caro leitor! Se você olhar os pontos de destaques da mídia, verá que os assuntos giram sempre em torno da política, economia, dos escândalos em quase todas as áreas, o que denota a falta de lideranças sérias, bem preparadas, corajosas, virtuosas e com moral para apontar uma direção. Contudo, na efervescência dos acontecimentos e do trem da história, podemos apontar dois elementos importantes que passaram a ser secundários e que na verdade é a solução a médio e longo prazo. Em outras palavras: a resposta para uma nova fase da atual civilização é resgatar a família e valorizar a escola como espaço ideal para a formação de cidadãos dignos.
A INCLUSÃO DA FAMÍLIA E DA ESCOLA É O SEGREDO PARA UM MUNDO MAIS MADURO, SEGURO E SAUDÁVEL.
Por quê? Ora, a família é a escola da comunhão, e da internalização das virtudes e valores que preparam as crianças e os jovens para enfrentar os desafios de um mundo cruel, que não tem compaixão de ninguém. Também é um lugar de aprender e exercitar a disciplina, a obediência, a humildade e os limites, para uma boa estruturação da personalidade e do caráter, tendo assim, um sólido substrato para o desconhecido que virá pela frente. Os pilares da família são: o diálogo, o afeto, o perdão e a oração. Ao lado da família, a escola adquire importância fundamental na educação para os valores humanos e da fé, aliás, a fé faz parte da essência da estrutura antropológica e não é apenas um acidente de percurso. Educar não consiste em apenas fornecer conteúdos técnicos ou informações objetivas. A escola é lugar privilegiado de formação integral, mediante a assimilação sistemática e crítica da cultura. (Fonte: Diretrizes- CNBB- Doc.4). Caro leitor! A escola deve ser a continuação da formação que a criança e o jovem recebem na família. Entretanto, a realidade não é essa, pois a desestruturação da família e sua consequente rejeição a um plano secundário é uma lacuna que muitos pais esperam da escola, que faça aquilo que eles deveriam ter feito em casa. Ora, as escolas em geral, não têm mais critério e muito menos um projeto concreto para o desenvolvimento integral dos alunos. Ao analisar os projetos educacionais apresentados pelo poder público que, aliás, faz o jogo do mercado de trabalho gerido pela economia, são projetos pobres, formais e vazios, pois não contemplam a formação humana e, sim, a questão da formação tecnológica, como se as pessoas fossem máquinas humanas. Quando vamos sair desse atraso cultural? O resultado disso é uma sociedade insegura, emocionalmente desajustada, medrosa, fonte geradora de violência.
A MISSÃO DO PROFESSOR É ENSINAR EDUCANDO.
Caro leitor! A consciência dos pais aliado aos professores de que eles detêm nas mãos um instrumento poderoso, para a transformação da cultura contemporânea que está doente, é algo que certamente precisamos trabalhar muito. No processo educativo precisamos lidar seriamente com as emoções, pois, essas, bem articuladas na psique humana são a chave de algo novo na construção da história do futuro da humanidade. O cultivo das virtudes e valores cristãos na postura das crianças e jovens, ao lado do ensino e preparo para o mercado de trabalho, exigirá controle emocional. Esse, produz segurança e tranqüilidade mesmo ante conflitos, ou seja: “Ser seguro não é viver sem ansiedade, mas usar a ansiedade como motivação e não para gerar sintomas psíquicos, como irritabilidade, agressividade, angústia. Ser seguro não é viver sem estresse, mas trabalhar o estresse para gerar expectativas e não para produzir sintomas psicossomáticos. Ser uma pessoa segura é ter um eu capaz de escolhas livres, é ter autocrítica para não ser controlado por idéias pessimistas e pelas intempéries sociais, para não perder a simplicidade, o relaxamento, a espontaneidade. Não se trata de viver sem oscilações emocionais, mas de nos proteger para que a instabilidade não seja doentia”(cf.Cury, Augusto- Pai Nosso – p.55). E continua: “Desenvolver segurança é desenvolver a capacidade de pensar, de expandir a autocrítica e estruturar a defesa psíquica. Uma pessoa segura minimiza as derrotas e valoriza as conquistas. Uma pessoa insegura maximiza as derrotas e minimiza as conquistas. (...) uma pessoa segura não tem medo da vida, mas medo da existência, bebe da fonte do negativismo e tem uma postura pessimista. Uma pessoa segura se regozija nas trajetórias; uma pessoa insegura tem medo dos acidentes do caminho”.(cf.ibidem-)
Parabéns Professor! Não se esqueças do poder que tens nas mãos. A sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz mais irmãos. Faça a tua parte e verás que o mundo se transformará. Pense e reflita.
Paróquia N.Sra. de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS – Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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A INCLUSÃO DA FAMÍLIA E DA ESCOLA É O SEGREDO PARA UM MUNDO MAIS MADURO, SEGURO E SAUDÁVEL.
Por quê? Ora, a família é a escola da comunhão, e da internalização das virtudes e valores que preparam as crianças e os jovens para enfrentar os desafios de um mundo cruel, que não tem compaixão de ninguém. Também é um lugar de aprender e exercitar a disciplina, a obediência, a humildade e os limites, para uma boa estruturação da personalidade e do caráter, tendo assim, um sólido substrato para o desconhecido que virá pela frente. Os pilares da família são: o diálogo, o afeto, o perdão e a oração. Ao lado da família, a escola adquire importância fundamental na educação para os valores humanos e da fé, aliás, a fé faz parte da essência da estrutura antropológica e não é apenas um acidente de percurso. Educar não consiste em apenas fornecer conteúdos técnicos ou informações objetivas. A escola é lugar privilegiado de formação integral, mediante a assimilação sistemática e crítica da cultura. (Fonte: Diretrizes- CNBB- Doc.4). Caro leitor! A escola deve ser a continuação da formação que a criança e o jovem recebem na família. Entretanto, a realidade não é essa, pois a desestruturação da família e sua consequente rejeição a um plano secundário é uma lacuna que muitos pais esperam da escola, que faça aquilo que eles deveriam ter feito em casa. Ora, as escolas em geral, não têm mais critério e muito menos um projeto concreto para o desenvolvimento integral dos alunos. Ao analisar os projetos educacionais apresentados pelo poder público que, aliás, faz o jogo do mercado de trabalho gerido pela economia, são projetos pobres, formais e vazios, pois não contemplam a formação humana e, sim, a questão da formação tecnológica, como se as pessoas fossem máquinas humanas. Quando vamos sair desse atraso cultural? O resultado disso é uma sociedade insegura, emocionalmente desajustada, medrosa, fonte geradora de violência.
A MISSÃO DO PROFESSOR É ENSINAR EDUCANDO.
Caro leitor! A consciência dos pais aliado aos professores de que eles detêm nas mãos um instrumento poderoso, para a transformação da cultura contemporânea que está doente, é algo que certamente precisamos trabalhar muito. No processo educativo precisamos lidar seriamente com as emoções, pois, essas, bem articuladas na psique humana são a chave de algo novo na construção da história do futuro da humanidade. O cultivo das virtudes e valores cristãos na postura das crianças e jovens, ao lado do ensino e preparo para o mercado de trabalho, exigirá controle emocional. Esse, produz segurança e tranqüilidade mesmo ante conflitos, ou seja: “Ser seguro não é viver sem ansiedade, mas usar a ansiedade como motivação e não para gerar sintomas psíquicos, como irritabilidade, agressividade, angústia. Ser seguro não é viver sem estresse, mas trabalhar o estresse para gerar expectativas e não para produzir sintomas psicossomáticos. Ser uma pessoa segura é ter um eu capaz de escolhas livres, é ter autocrítica para não ser controlado por idéias pessimistas e pelas intempéries sociais, para não perder a simplicidade, o relaxamento, a espontaneidade. Não se trata de viver sem oscilações emocionais, mas de nos proteger para que a instabilidade não seja doentia”(cf.Cury, Augusto- Pai Nosso – p.55). E continua: “Desenvolver segurança é desenvolver a capacidade de pensar, de expandir a autocrítica e estruturar a defesa psíquica. Uma pessoa segura minimiza as derrotas e valoriza as conquistas. Uma pessoa insegura maximiza as derrotas e minimiza as conquistas. (...) uma pessoa segura não tem medo da vida, mas medo da existência, bebe da fonte do negativismo e tem uma postura pessimista. Uma pessoa segura se regozija nas trajetórias; uma pessoa insegura tem medo dos acidentes do caminho”.(cf.ibidem-)
Parabéns Professor! Não se esqueças do poder que tens nas mãos. A sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz mais irmãos. Faça a tua parte e verás que o mundo se transformará. Pense e reflita.
Paróquia N.Sra. de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS – Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha


