
O DESVIRTUAMENTO DAS UNIVERSIDADES COMO CENTROS DE HUMANIZAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO
Caro leitor! Curiosamente a sociedade pós-moderna nos apresenta um paradoxo. As estatísticas dos centros superiores de ensino expressam a qualquer pessoa de bom senso alguns elementos inaceitáveis. “É uma vergonha, uma injustiça e um crime social indecifrável que a abundância de alimentos nas sociedades modernas conviva com tantos famintos”(cf.Cury, Augusto – A sabedoria nossa de cada dia – Ed.-Sextavante – p.25). Contudo é bom frisar que os famintos hoje, não são somente de comida, mas de sentido e saúde psíquica. A Encíclica que Bento XVI publicou, ressalta com muita propriedade a necessidade do agir dos diversos segmentos da sociedade. Contudo essa mudança é um processo que, com certeza, além de passar pela família como elemento base, há um segundo espaço que detém a responsabilidade, ou seja, as instituições de Ensino Superior. Por quê? Ao lançarmos o olhar para a origem dos mesmos, percebemos que a Universidade teve como protagonista fundante a Igreja Católica, cujo objetivo sempre foi o debate de idéias, a formação de lideranças que fizeram história e transformaram a mesma através de ilustres pensadores. Ora, o desenvolvimento da ciência como toda a sociedade ocidental deve muito à Igreja, independente de erros cometidos, pois, a mesma é composta por pessoas, entretanto a contribuição do alto nível no mundo da cultura sempre a Igreja esteve à frente. Essa idealizou as universidades como centros que deveriam ser fonte contínua de novas descobertas, formação de grandes personalidades, centros de humanização e desenvolvimento integral das pessoas e da sociedade como um todo. Atualmente o que acontece em muitos desses centros superiores? Infelizmente deixaram de ser agentes transformadores e humanizadores, para se tornar “empresas” como qualquer outra instituição empresarial. Que pena! Que tragédia!. Os resultados estão aí!.
O DESLOCAMENTO DO PAPEL DA UNIVERSIDADE NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO.
Caro leitor! A partir da visão da Encíclica “Caritas in Veritate” de Bento XVI, a mesma frisa o valor do desenvolvimento tecnológico, embora chame a atenção para a dimensão humanizadora em vista de um futuro promissor para as novas gerações, levando em consideração a integralidade em todos os sentidos. Por outro lado, vemos uma realidade estranha dentro de algumas universidades, pois, de onde deveríamos esperar um impulso para construir uma sociedade mais justa, fraterna, algo nos faz pensar, ou seja, existem lacunas preocupantes na saúde das mesmas. Vejamos:
1- Há bilhões de pessoas fisicamente famintas e seis bilhões de pessoas psiquicamente famintas. (cf. Cury, Augusto – ibidem – p.25). 2- As sociedades modernas vivem solapadas pela fome psíquica. São populações carentes, massas desnutridas do único alimento que não poderia faltar. 3- Cury, cita que uma cientista doutora em ciências humanas (...)desenvolveu uma depressão e teve que fazer uma terapia de oito anos. Motivo: O ambiente universitário predatório, sem solidariedade, sem democracia de idéias, gerando uma competição doentia entre pesquisadores e professores. O clima tenso levou alguns professores a desenvolver câncer, isquemia cerebral, vitiligo e vários transtornos psíquicos. 4- Muitas universidades formam pessoas famintas, desnutridas, despreparadas para lidar com desafios, crises e riscos. (cf.ibidem).5- Não se conquista a maturidade psíquica com informações lógicas e teses acadêmicas, mas com nutrientes que alicerçam sabedoria. 6- Se nas universidades que são o templo do conhecimento existe autoritarismo, desrespeito, intolerância, o que esperar de outros segmentos da sociedade? Só os famintos machucam, ferem, irritam-se, condenam. Uma pessoa satisfeita é altruísta, gentil e solidária” (cf.ibidem-p.27)
CONSEQÜÊNCIAS DOS DESLOCAMENTOS DOS OBJETIVOS DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR NA ATUALIDADE.
Augusto Cury diz: “O pior faminto é aquele que não reconhece a própria miséria. Muitas vezes sou faminto daquilo que o dinheiro não pode comprar. Daquilo que só a humildade e a generosidade são capazes de me conceder”(cf.ibidem). Caro leitor! Ao constatarmos os índices de violência, os conflitos sociais, os transtornos emocionais, os drogados, competência predatória, crise de diálogo, discriminação, o domínio sobre os mais fracos, transtornos alimentares, diminuição da auto-estima, a insegurança, o medo, o pânico e etc. revelam uma sociedade doente, bem como suas instituições que as formam. É preciso resgatar o sentido da Universidade.
MÁXIMAS LAPIDARES PARA PENSAR.
1- Jesus exigiu pouco, mas saciou “muito”.Tratou primeiro da paralisia intelectual dos aleijados para depois ensinar-lhes a andar.2-Os frágeis punem, excluem e discriminam, mas as pessoas sábias promovem o ser humano.3- A humanidade só poderá ser mais solidária e sábia se for mais profunda.4-Se deseja tornar-se uma pessoa madura, exija menos dos outros e entregue-se mais. Não aplauda apenas os que sobem no pódio, mas os que ficam nos últimos lugares.5-Tarefa do pensador: Provocar a consciência crítica e estimular a arte da observação e da análise.6-Vivemos numa sociedade doente que gera pessoas doentes. Uma sociedade que pune os derrotados, destrói a criatividade dos feridos, esfacela o encanto dos frustrados 7-Fazer coro para aplaudir os que têm sucesso é tarefa para os prosaicos, mas apostar e nutrir os que falham e parecem incorrigíveis é desafio para os sábios.(Fonte: Augusto Cury)- Caro leitor! Pense e reflita.
Paróquia N. Sra. de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS – Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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Caro leitor! A partir da visão da Encíclica “Caritas in Veritate” de Bento XVI, a mesma frisa o valor do desenvolvimento tecnológico, embora chame a atenção para a dimensão humanizadora em vista de um futuro promissor para as novas gerações, levando em consideração a integralidade em todos os sentidos. Por outro lado, vemos uma realidade estranha dentro de algumas universidades, pois, de onde deveríamos esperar um impulso para construir uma sociedade mais justa, fraterna, algo nos faz pensar, ou seja, existem lacunas preocupantes na saúde das mesmas. Vejamos:
1- Há bilhões de pessoas fisicamente famintas e seis bilhões de pessoas psiquicamente famintas. (cf. Cury, Augusto – ibidem – p.25). 2- As sociedades modernas vivem solapadas pela fome psíquica. São populações carentes, massas desnutridas do único alimento que não poderia faltar. 3- Cury, cita que uma cientista doutora em ciências humanas (...)desenvolveu uma depressão e teve que fazer uma terapia de oito anos. Motivo: O ambiente universitário predatório, sem solidariedade, sem democracia de idéias, gerando uma competição doentia entre pesquisadores e professores. O clima tenso levou alguns professores a desenvolver câncer, isquemia cerebral, vitiligo e vários transtornos psíquicos. 4- Muitas universidades formam pessoas famintas, desnutridas, despreparadas para lidar com desafios, crises e riscos. (cf.ibidem).5- Não se conquista a maturidade psíquica com informações lógicas e teses acadêmicas, mas com nutrientes que alicerçam sabedoria. 6- Se nas universidades que são o templo do conhecimento existe autoritarismo, desrespeito, intolerância, o que esperar de outros segmentos da sociedade? Só os famintos machucam, ferem, irritam-se, condenam. Uma pessoa satisfeita é altruísta, gentil e solidária” (cf.ibidem-p.27)
CONSEQÜÊNCIAS DOS DESLOCAMENTOS DOS OBJETIVOS DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR NA ATUALIDADE.
Augusto Cury diz: “O pior faminto é aquele que não reconhece a própria miséria. Muitas vezes sou faminto daquilo que o dinheiro não pode comprar. Daquilo que só a humildade e a generosidade são capazes de me conceder”(cf.ibidem). Caro leitor! Ao constatarmos os índices de violência, os conflitos sociais, os transtornos emocionais, os drogados, competência predatória, crise de diálogo, discriminação, o domínio sobre os mais fracos, transtornos alimentares, diminuição da auto-estima, a insegurança, o medo, o pânico e etc. revelam uma sociedade doente, bem como suas instituições que as formam. É preciso resgatar o sentido da Universidade.
MÁXIMAS LAPIDARES PARA PENSAR.
1- Jesus exigiu pouco, mas saciou “muito”.Tratou primeiro da paralisia intelectual dos aleijados para depois ensinar-lhes a andar.2-Os frágeis punem, excluem e discriminam, mas as pessoas sábias promovem o ser humano.3- A humanidade só poderá ser mais solidária e sábia se for mais profunda.4-Se deseja tornar-se uma pessoa madura, exija menos dos outros e entregue-se mais. Não aplauda apenas os que sobem no pódio, mas os que ficam nos últimos lugares.5-Tarefa do pensador: Provocar a consciência crítica e estimular a arte da observação e da análise.6-Vivemos numa sociedade doente que gera pessoas doentes. Uma sociedade que pune os derrotados, destrói a criatividade dos feridos, esfacela o encanto dos frustrados 7-Fazer coro para aplaudir os que têm sucesso é tarefa para os prosaicos, mas apostar e nutrir os que falham e parecem incorrigíveis é desafio para os sábios.(Fonte: Augusto Cury)- Caro leitor! Pense e reflita.
Paróquia N. Sra. de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS – Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha


