
A MISSÃO DOS CRISTÃOS HOJE: EDUCAR AS CONSCIÊNCIAS PARA QUE A CIÊNCIA NÃO SE TORNE CRITÉRIO DO BEM
Caro leitor! O tempo anda, a ciência e a tecnologia avançam, o bem-estar é conseqüência desse desenvolvimento na área material, mas, em muitas pessoas há uma tendência de esquecer Deus. Analisando a história do cristianismo desde os primórdios até nossos dias, o problema sempre parece ser o mesmo, ou seja, a tentativa do homem buscar a autosuficiência e se emancipando da fonte propulsora de tudo, a Trindade Santíssima, Pai, Filho e o Espírito Santo, cerne de toda a fé cristã. Contudo o que mais preocupa hoje é que “(...) muitos cristãos já não sabem o que é essencial em sua fé. (...) Em 1968 o atual Papa, Bento XVI ao escrever o livro: “Introdução ao Cristianismo” disse numa linguagem bem clara o seguinte: “A questão do conteúdo e do sentido essencial que constituem a fé cristã hoje é toldada por um nevoeiro de incertezas como dificilmente poderia ter acontecido em algum outro momento da história” (cf.op.cit apud Ratzinger. p.9. in Grün, Anselm. A fé dos cristãos. 2009. Vozes). Ora, é perceptível a superficialidade de muitos cristãos, aliás, que em número significativo nota-se a falta de formação adequada da própria fé seja nos movimentos de Igreja como casais, jovens, na catequese de iniciação às crianças, nos institutos educacionais, de modo especial os que pertencem alguma ordem religiosa ou congregação, nos seminários aos novos candidatos à vida sacerdotal e religiosa. Sem querer generalizar, a formação para a fé é um fracasso. O resultado é óbvio, o pouco preparo mostra erros grosseiros de natureza doutrinal. Se isso acontece com os líderes, que dizer dos fiéis em geral? Não é suficiente ensinar conteúdo religioso e não poucas vezes errados, pois, não coadunam com os ensinamentos da Igreja. O subjetivismo, infelizmente, também se faz presente dentro da Igreja. Há uma única forma de mudar essa realidade, é evangelizar a família, através dos grupos com temas determinados da fé, como também introduzir o povo de Deus, os jovens e as crianças na experiência de Deus a começar pelos mestres. Precisamos redescobrir nessa experiência um dos veículos mais eficazes, ou seja, o SILÊNCIO, que vai além da linguagem. É hora do cristão novamente mergulhar totalmente na experiência da contemplação. O Papa Bento XVI diz: “Para entender a religião é preciso experimentá-la por dentro, e que só mesmo ao se valer de tal experiência, que é necessariamente vinculada particular e historicamente, é que poderá chegar a um entendimento recíproco e, consequentemente, a um aprofundamento e uma purificação da religião”.
COMO RECONSTRUIR A MORAL NAS CONSCIÊNCIAS?
“Precisamos nos abrir ao mundo de Deus de forma consciente, pois, só assim nos levará a uma experiência profunda de Deus. A experiência se realiza através da oração no silêncio, que é um encontro que nos coloca diante de um Tu, completamente distinto de nós” (cf. Grün, Anselm. A oração como encontro. Vozes. 2005. p.9). Na quaresma desse ano o Papa fez uma interessante afirmação: “A verdadeira oração é o motor do mundo, porque o mantém aberto para Deus. Por isso, sem a oração não há esperança, mas só ilusão. A Encíclica Spe Salvi nº33 diz: “A oração é um crisol no qual nossas expectativas e aspirações são expostas à luz da Palavra de Deus, são imersas no diálogo com Aquele que é a verdade, e saem livres de mentiras escondidas e de compromissos com diversas formas de egoísmo”. Caro leitor! A moral nas consciências precisa ser reconstruída a partir da célula base da sociedade. “A FAMÍLIA”, mas também as escolas públicas e particulares, pois a ausência de Deus aliena sempre mais o homem. A tarefa desafiadora é restituir a moralidade á vida pessoal, familiar, comunitária, política, econômica e social.
EDUCAR AS CONSCIÊNCIAS, SIM, PARA NÃO CORRERMOS O RISCO DA CIÊNCIA SER CRITÉRIO ABSOLUTO DA VERDADE.
Caro leitor! Deus deu a inteligência ao ser humano para que esse a coloque ao serviço dele próprio. É triste quando se vê as maravilhas que as ciências exatas, naturais e humanas avançam, mas para alguns, infelizmente convencidos de que elas detem a última palavra na vida humana. Bento XVI, ao falar aos Membros das Pontifícias Academias das Ciências Políticas do Instituto Católico de Paris disse: “É fundamental reconhecer a pesquisa antropológica, filosófica e teológica, que permitem ressaltar e manter no homem o seu mistério, pois ciência alguma pode dizer quem é o homem, de onde vem e para onde vai” (cf. L’osservatore Romano. nº6. 09/02/2008) p.8. Caro leitor! Não podemos estudar o homem apenas como um fenômeno. É preciso ir mais longe para descobrir o verdadeiro fundamento do homem. O ser humano está sempre além daquilo que vemos ou percebemos pela experiência. Portanto, não é a ciência que tem a última palavra sobre o ser humano, embora as ciências podem e devem ajudar na compreensão da essência do mesmo. “O homem não é fruto do acaso, nem de um conjunto de convergências, nem de determinismos, nem de interações físico-químicas; é um ser que goza de liberdade que, tendo em consideração a sua natureza transcende-a, e que é o sinal do mistério da alteridade que o habita” (cf.ibidem). Pascal dizia: “O homem supera infinitamente o homem”. Caro leitor! Penso que qualquer pessoa de sã consciência deve sentir-se desafiada e impelida a ajudar na reconstrução e formação da consciência das novas gerações sob o risco de deixá-las perdidas no nevoeiro das incertezas. O cristão sabe que: “Jesus é caminho, verdade e vida!” Pense e reflita!
Paróquia N. Sra. Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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“Precisamos nos abrir ao mundo de Deus de forma consciente, pois, só assim nos levará a uma experiência profunda de Deus. A experiência se realiza através da oração no silêncio, que é um encontro que nos coloca diante de um Tu, completamente distinto de nós” (cf. Grün, Anselm. A oração como encontro. Vozes. 2005. p.9). Na quaresma desse ano o Papa fez uma interessante afirmação: “A verdadeira oração é o motor do mundo, porque o mantém aberto para Deus. Por isso, sem a oração não há esperança, mas só ilusão. A Encíclica Spe Salvi nº33 diz: “A oração é um crisol no qual nossas expectativas e aspirações são expostas à luz da Palavra de Deus, são imersas no diálogo com Aquele que é a verdade, e saem livres de mentiras escondidas e de compromissos com diversas formas de egoísmo”. Caro leitor! A moral nas consciências precisa ser reconstruída a partir da célula base da sociedade. “A FAMÍLIA”, mas também as escolas públicas e particulares, pois a ausência de Deus aliena sempre mais o homem. A tarefa desafiadora é restituir a moralidade á vida pessoal, familiar, comunitária, política, econômica e social.
EDUCAR AS CONSCIÊNCIAS, SIM, PARA NÃO CORRERMOS O RISCO DA CIÊNCIA SER CRITÉRIO ABSOLUTO DA VERDADE.
Caro leitor! Deus deu a inteligência ao ser humano para que esse a coloque ao serviço dele próprio. É triste quando se vê as maravilhas que as ciências exatas, naturais e humanas avançam, mas para alguns, infelizmente convencidos de que elas detem a última palavra na vida humana. Bento XVI, ao falar aos Membros das Pontifícias Academias das Ciências Políticas do Instituto Católico de Paris disse: “É fundamental reconhecer a pesquisa antropológica, filosófica e teológica, que permitem ressaltar e manter no homem o seu mistério, pois ciência alguma pode dizer quem é o homem, de onde vem e para onde vai” (cf. L’osservatore Romano. nº6. 09/02/2008) p.8. Caro leitor! Não podemos estudar o homem apenas como um fenômeno. É preciso ir mais longe para descobrir o verdadeiro fundamento do homem. O ser humano está sempre além daquilo que vemos ou percebemos pela experiência. Portanto, não é a ciência que tem a última palavra sobre o ser humano, embora as ciências podem e devem ajudar na compreensão da essência do mesmo. “O homem não é fruto do acaso, nem de um conjunto de convergências, nem de determinismos, nem de interações físico-químicas; é um ser que goza de liberdade que, tendo em consideração a sua natureza transcende-a, e que é o sinal do mistério da alteridade que o habita” (cf.ibidem). Pascal dizia: “O homem supera infinitamente o homem”. Caro leitor! Penso que qualquer pessoa de sã consciência deve sentir-se desafiada e impelida a ajudar na reconstrução e formação da consciência das novas gerações sob o risco de deixá-las perdidas no nevoeiro das incertezas. O cristão sabe que: “Jesus é caminho, verdade e vida!” Pense e reflita!
Paróquia N. Sra. Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha


