
A ONDA DO MOMENTO: O LIVRO E O FILME “ANJOS E DEMÔNIOS DE RON HOWARD
Caro leitor! É sempre sábio, prudente e inteligente ter uma conduta ante a pluralidade de ideologias, valores e contra-valores que permeiam a atual civilização. Por trás sempre são portadoras de algo. Daí surge uma pergunta que sempre faço. Que razão subjaz em atacar sempre de forma sistemática a fé cristã e, em especial, a Igreja Católica? Não existe nenhuma instituição ou pessoa ideal. Todos têm seus pontos concretos altos e baixos. Esse pressuposto me levou a ler o romance “Anjos e Demônios”. Analiso esse fenômeno e comento, embora, muitas partes tenho me baseado na escritora italiana Lucetta Scaraffia no qual concordo com a crítica dela. O romance “Anjos e Demônios” é modesto, assim como o filme, salvo apenas pela presença de Tom Hanks, ator famoso. Para entender esse romance, parto das obras do escritor americano Dan Brow. O que agrada o público e rende milhões em bilheteria nesse escritor? Curiosa e paradoxalmente, são os traços de religião e mistério, temas, aliás, que a cultura contemporânea secularizada, procura de forma sutil evitar abordar, já que por um lado querem absolutizar a razão e a ciência, mas por outro, sentem o vazio existencial provocado pelo imaginário religioso que sempre persegue a mente humana. Nunca esqueçamos que “o homem é um ser religioso por essência e não por acidente”. Ora, a civilização atual está assentada numa cultura materialista e superficial e, pior, fundada sobre uma fé que tem a pretensão de explicar tudo através da ciência e, quem sabe, na ilusão de um dia vencer inclusive a morte. De acordo com Lucetta, isso revela os sucessos de Dan Brown.
POR QUE TAL SUCESSO NÃO AGRADA A IGREJA?
Essa questão é muito relevante, pois, nos bastidores de tudo, se esconde a “identidade” de quem são esses grupos, que nas entrelinhas das obras de Dan Brown, se escondem, são grupos secretos e misteriosos. Segundo a escritora Lucetta, Brown, oferece religião e mistério no interior do recinto de suas obras que tranqüiliza tais grupos. E mais: O mistério que se insere nos seus enredos, evita questões profundas, limitando-se a tocá-las de leve. É um mundo fantástico de seitas que combatem no interior da Igreja. Aliás, já dizia João Paulo II, no documento “Novo Millenio Ineunte”, “Os maiores inimigos da Igreja estão dentro dela e não fora”. Outro aspecto a ser observado de forma crítica é que a Tradição Cristã nesses grupos é representada como um patrimônio de símbolos e de textos ocultos, que a ciência bem representada pelo herói agnóstico sabe decifrar. De forma triste, tudo isso está sempre ligado a mentiras e sangrentas repressões que revelariam o rosto negro e cruel da Igreja, sempre oscilante entre a pureza evangélica e o delito atroz.
NOS TEMAS APRESENTADOS PELOS AUTORES HÁ ALGO NOVO?
Com certeza, não! O assunto é sempre o mesmo nos dois romances, ou seja, são seitas contra a Igreja, ainda que a parte dos bons e dos maus se distribuem de forma diversa. Entretanto, desta vez em “Anjos e Demônios” a Igreja está da parte dos bons, mesmo que pague o preço de passados imaginários atrozes. No Código da Vinci os bons, ao contrário estão fora da Igreja, e até minam a sua base. Contudo, esse segundo romance e o filme são mais inócuos, porém tinham sido escritos antes, como demonstração que o verdadeiro sucesso só podia chegar com a inversão da tradição ousada no Código da Vinci.
O ATAQUE SUTIL EM QUESTÕES-BASE DA FÉ CRISTÃ E EM PARTICULAR DA IGREJA CATÓLICA NA CIVILIZAÇÃO CONTEMPORÂNEA.
Os cristãos e de modo especial, os católicos, precisam ter conhecimento das razões veladas que ambos os romances querem atingir. Conforme a fonte que consultei, o filme e romance do Código da Vinci tinha em mente atacar a visão da Igreja em questões de moral como“sexualidade”, enquanto que em “Anjos e Demônios” de Ron Howard, procura atacar a questão da relação entre “ciência e fé”. Nesse, os bons são sempre os progressistas a favor do sexo e da ciência e os maus aqueles que se opõem em nome da fidelidade a uma Tradição dura e fechada que se teria manchado sempre com delitos. O jornalista italiano Luca Pellegrini diz que o protagonista de “Anjos e Demônios” é certamente um personagem mais útil para o cinema do que à Igreja.
A CONDUTA DA IGREJA FRENTE A ESSES E OUTROS ATAQUES.
Caro leitor! João Paulo II publicou na instrução “Fides et Ratio”, a fé e razão como algo conciliável. Deus foi quem criou tudo. O Jornal L’osservatore Romano tem publicado muitos artigos de especialistas provando que não há contradição entre fé e razão. O mesmo publica artigos insistindo na preparação dos novos sacerdotes em relação a temas polêmicos, usando linguagem mais dentro da cultura atual. A CNBB dedicou a Assembléia desse ano 2009 para estudar, discutir e aprovaram um documento sobre a formação dos novos sacerdotes. É louvável também a intensificação dos cursos para leigos, para que esses também tenham a devida preparação para inserir-se nessa cultura sem valores claros. É importante que os cristãos leiam mais e estudem para responder aos questionamentos de grupos que escondidos atacam e não se identificam.
Pense e reflita!
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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Essa questão é muito relevante, pois, nos bastidores de tudo, se esconde a “identidade” de quem são esses grupos, que nas entrelinhas das obras de Dan Brown, se escondem, são grupos secretos e misteriosos. Segundo a escritora Lucetta, Brown, oferece religião e mistério no interior do recinto de suas obras que tranqüiliza tais grupos. E mais: O mistério que se insere nos seus enredos, evita questões profundas, limitando-se a tocá-las de leve. É um mundo fantástico de seitas que combatem no interior da Igreja. Aliás, já dizia João Paulo II, no documento “Novo Millenio Ineunte”, “Os maiores inimigos da Igreja estão dentro dela e não fora”. Outro aspecto a ser observado de forma crítica é que a Tradição Cristã nesses grupos é representada como um patrimônio de símbolos e de textos ocultos, que a ciência bem representada pelo herói agnóstico sabe decifrar. De forma triste, tudo isso está sempre ligado a mentiras e sangrentas repressões que revelariam o rosto negro e cruel da Igreja, sempre oscilante entre a pureza evangélica e o delito atroz.
NOS TEMAS APRESENTADOS PELOS AUTORES HÁ ALGO NOVO?
Com certeza, não! O assunto é sempre o mesmo nos dois romances, ou seja, são seitas contra a Igreja, ainda que a parte dos bons e dos maus se distribuem de forma diversa. Entretanto, desta vez em “Anjos e Demônios” a Igreja está da parte dos bons, mesmo que pague o preço de passados imaginários atrozes. No Código da Vinci os bons, ao contrário estão fora da Igreja, e até minam a sua base. Contudo, esse segundo romance e o filme são mais inócuos, porém tinham sido escritos antes, como demonstração que o verdadeiro sucesso só podia chegar com a inversão da tradição ousada no Código da Vinci.
O ATAQUE SUTIL EM QUESTÕES-BASE DA FÉ CRISTÃ E EM PARTICULAR DA IGREJA CATÓLICA NA CIVILIZAÇÃO CONTEMPORÂNEA.
Os cristãos e de modo especial, os católicos, precisam ter conhecimento das razões veladas que ambos os romances querem atingir. Conforme a fonte que consultei, o filme e romance do Código da Vinci tinha em mente atacar a visão da Igreja em questões de moral como“sexualidade”, enquanto que em “Anjos e Demônios” de Ron Howard, procura atacar a questão da relação entre “ciência e fé”. Nesse, os bons são sempre os progressistas a favor do sexo e da ciência e os maus aqueles que se opõem em nome da fidelidade a uma Tradição dura e fechada que se teria manchado sempre com delitos. O jornalista italiano Luca Pellegrini diz que o protagonista de “Anjos e Demônios” é certamente um personagem mais útil para o cinema do que à Igreja.
A CONDUTA DA IGREJA FRENTE A ESSES E OUTROS ATAQUES.
Caro leitor! João Paulo II publicou na instrução “Fides et Ratio”, a fé e razão como algo conciliável. Deus foi quem criou tudo. O Jornal L’osservatore Romano tem publicado muitos artigos de especialistas provando que não há contradição entre fé e razão. O mesmo publica artigos insistindo na preparação dos novos sacerdotes em relação a temas polêmicos, usando linguagem mais dentro da cultura atual. A CNBB dedicou a Assembléia desse ano 2009 para estudar, discutir e aprovaram um documento sobre a formação dos novos sacerdotes. É louvável também a intensificação dos cursos para leigos, para que esses também tenham a devida preparação para inserir-se nessa cultura sem valores claros. É importante que os cristãos leiam mais e estudem para responder aos questionamentos de grupos que escondidos atacam e não se identificam.
Pense e reflita!
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha


