
A EDUCAÇÃO IMPESSOAL: O ROSTO DO RELATIVISMO SOB O VÉU DA PSEUDO-LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Caro leitor! É preocupante e causam arrepios certas teorias pedagógicas, que circulam em muitas Escolas e Universidades. Pois, essas, carregam no bojo um impiedoso e cruel veneno de uma visão antropológica instrumentalista e francamente de caráter mercadológico. Aliás, e têm se instalado com expressiva eficácia, buscando apenas resultados para a economia de mercado. O maior impacto que se constata é o dinamismo do mercado no âmbito da educação, ou seja, a redução do aluno a condição de mera função dentro de um sistema impessoal. Observem a multiplicação de cursos de curta duração, orientados exclusivamente para o mercado de trabalho, não se importando com a formação integral da pessoa humana. A educação se tornou um produto de mercado, onde quem oferece mais em menor tempo, concorre na aquisição de maior número de alunos. O preparo desses alunos sempre contempla a questão da praticidade e da funcionalidade, nunca a formação do homem e da mulher na sua integralidade, pois ao mercado isso não tem validade. As Universidades deixaram de ser hoje, um centro de debate de idéias, para entrar no jogo obscuro das leis mercadológicas. Os consultórios a cada dia que passa estão cada vez mais lotados de pessoas com sérios desequilíbrios, pois muitas não conseguem agüentar a pressão na concorrência dos melhores postos de trabalho. O psicólogo Rollo May, já alertava, há algumas décadas atrás quando analisava o impacto incipiente da “sociedade da informação”, assim ele se expressava: “A educação é reduzida a um mero adestramento”. Ora, a substituição da formação pela mera informação é uma tragédia. Parece que a profecia de Nietzsche se concretiza: “O mundo verdadeiro afinal se converte em fábula”. Curiosamente, o despreparo de muitos educadores é visível. Outros têm a ilusão de que conhecimento consiste na mera acumulação de fatos. Há nítida despersonalização do conceito de pessoa. As pessoas usam aparelhos de ponta com habilidade, mas não os conhecem, pois são preparados para manusear com eficiência e não entender a epistemologia daquilo que realmente estão usando. Isso é fruto do adestramento e não de uma autêntica educação. Aí se concretiza a filosofia do mercado: Redução das pessoas a robôs. Justifica-se assim a razão do enxugamento das grades curriculares nas Escolas profissionalizantes e Universidades, pois toda disciplina de formação ao pensar crítico é considerada perda de tempo e dinheiro. Pergunta-se: Por que há tantas pessoas frustradas, estressadas, desiludidas e sem perspectiva? Ouso afirmar que pensar e questionar hoje é quase crime!
A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA CRÍTICA É O ANTÍDOTO AO FUNDAMENTALISMO DA DITADURA DO RELATIVISMO.
Caro leitor! O grande desafio para a Igreja hoje, com certeza, é a inserção na cultura contemporânea, permeada pelo laicismo pragmático de que tudo vale. Ora, urge questionar seus pressupostos, mostrando que os objetivos da economia de mercado, não estão em preservar a dignidade humana e, sim, na contabilização de resultados financeiros. Portanto, o desafio consiste exatamente, de que, se a educação tiver como meta apenas o preparo para o mercado de trabalho, para atingir os melhores postos de trabalho na escala política-social-econômica, a frustração a médio e longo prazo é desesperadora. Sugiro a essa altura a leitura do livro da escritora francesa Viviane Forrester intitulado “O horror econômico”, onde ela retrata com muita propriedade o futuro trágico da maioria de nossos estudantes Universitários, que não terão sequer um espaço no mercado de trabalho. Ora, quando a educação é transformada em serva fiel das leis mercadológicas o futuro nos reservará surpresas cruéis e desconcertantes. Daí, a necessidade de uma formação integral que prepara os estudantes para o mercado de trabalho, mas também para a vida, realidade que atualmente muitos de nossos Institutos educacionais relegaram para segundo plano. Portanto, sem uma consciência bem formada, baseada em valores objetivos, jamais as gerações atuais irão encontrar o sentido da própria vida. Partindo desses pressupostos é que cristãos conscientes de sua missão em colaborar na construção de um mundo novo, pautado na justiça e no amor, são desafiados a ter uma postura firme e valores objetivos, como remédio a essa avalanche niilista defendida por pensadores livres e aventureiros que não têm compromisso com ninguém.
A CULTURA DO LUCRO SATISFAZ AS NECESSIDADES IMEDIATAS. MAS... E DEPOIS?
Na subjacência dessa cultura, permeia a cultura da tolerância, que atinge a essência da fé cristã, ou seja, a Revelação de Deus na história explicitada em Jesus Cristo, que por muitos é negada, em nome de ofertas religiosas baratas e sentimentalistas de todo o tipo, que se convertem num rentável mercado. O esvaziamento de sentido provocado pela absolutização do progresso abriu espaço para seitas que contemplam a emotividade, livre e sentimentalista como se fosse um supermercado. Daí, a rejeição à Igreja enquanto Instituição. Conforme citação do Conselho Pontifício para a Cultura ao parafrasear René Descartes, esse, diz: “Penso logo existo, hoje se diz: sinto, me emociono, logo existo”. Essa mentalidade contempla a rejeição à autoridade, de modo especial, a eclesiástica o que se reflete também internamente na Igreja. Ora, na antropologia cristã o conceito de pessoa e de comunidade são complementos essenciais para viver a plenitude da dignidade humana em todas as dimensões.
Caro leitor. Pense e reflita!
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do Oásis Santa Ângela
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Caro leitor! O grande desafio para a Igreja hoje, com certeza, é a inserção na cultura contemporânea, permeada pelo laicismo pragmático de que tudo vale. Ora, urge questionar seus pressupostos, mostrando que os objetivos da economia de mercado, não estão em preservar a dignidade humana e, sim, na contabilização de resultados financeiros. Portanto, o desafio consiste exatamente, de que, se a educação tiver como meta apenas o preparo para o mercado de trabalho, para atingir os melhores postos de trabalho na escala política-social-econômica, a frustração a médio e longo prazo é desesperadora. Sugiro a essa altura a leitura do livro da escritora francesa Viviane Forrester intitulado “O horror econômico”, onde ela retrata com muita propriedade o futuro trágico da maioria de nossos estudantes Universitários, que não terão sequer um espaço no mercado de trabalho. Ora, quando a educação é transformada em serva fiel das leis mercadológicas o futuro nos reservará surpresas cruéis e desconcertantes. Daí, a necessidade de uma formação integral que prepara os estudantes para o mercado de trabalho, mas também para a vida, realidade que atualmente muitos de nossos Institutos educacionais relegaram para segundo plano. Portanto, sem uma consciência bem formada, baseada em valores objetivos, jamais as gerações atuais irão encontrar o sentido da própria vida. Partindo desses pressupostos é que cristãos conscientes de sua missão em colaborar na construção de um mundo novo, pautado na justiça e no amor, são desafiados a ter uma postura firme e valores objetivos, como remédio a essa avalanche niilista defendida por pensadores livres e aventureiros que não têm compromisso com ninguém.
A CULTURA DO LUCRO SATISFAZ AS NECESSIDADES IMEDIATAS. MAS... E DEPOIS?
Na subjacência dessa cultura, permeia a cultura da tolerância, que atinge a essência da fé cristã, ou seja, a Revelação de Deus na história explicitada em Jesus Cristo, que por muitos é negada, em nome de ofertas religiosas baratas e sentimentalistas de todo o tipo, que se convertem num rentável mercado. O esvaziamento de sentido provocado pela absolutização do progresso abriu espaço para seitas que contemplam a emotividade, livre e sentimentalista como se fosse um supermercado. Daí, a rejeição à Igreja enquanto Instituição. Conforme citação do Conselho Pontifício para a Cultura ao parafrasear René Descartes, esse, diz: “Penso logo existo, hoje se diz: sinto, me emociono, logo existo”. Essa mentalidade contempla a rejeição à autoridade, de modo especial, a eclesiástica o que se reflete também internamente na Igreja. Ora, na antropologia cristã o conceito de pessoa e de comunidade são complementos essenciais para viver a plenitude da dignidade humana em todas as dimensões.
Caro leitor. Pense e reflita!
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do Oásis Santa Ângela


