
O VALOR E OS LIMITES DA PSICOLOGIA E DA SOCIOLOGIA NA COMPREENSÃO DO HOMEM
Caro leitor! É bom relembrar aspectos da filosofia popular, pois, nela, sempre emerge uma sabedoria rica. “A virtude está no meio”. As ciências sociais após o Concílio Vaticano II, tiveram um papel muito importante no processo de renovação da Igreja e da Teologia e mais precisamente na pastoral. Apesar do lado positivo, acredito que necessitamos fazer alguns ajustes. Essas, influenciadas por um pensamento de natureza secular, pragmático, utilitarista e funcional fizeram um reducionismo preocupante, que acabou empobrecendo o conceito antropológico. Fico pensativo e preocupado ao receber em minha sala de aconselhamento, expressivo número de pessoas provenientes de profissionais da psique, que tratam seus pacientes como se fossem máquinas para consertar. Analisando algumas escolas que formam os profissionais que atuam nessas áreas bem como as grades curriculares das mesmas, nota-se uma ausência de disciplinas importantes na formação desses profissionais no que diz respeito ao tratamento das pessoas. Pois isso coloca em risco a saúde mental, social, familiar, profissional e religiosa das mesmas. As referidas escolas seguem uma filosofia onde deixam de contemplar o ser humano como um “Todo”. Qualquer cura precisa levar em conta três aspectos: a dimensão biológica, cognitiva e espiritual. Ora, a terceira dimensão em muitas escolas é relegada como algo inútil e dispensável. Fica claro que nesse caso se contempla uma visão antropológica materialista, aliás, que jamais haverá de curar ninguém. Eis a tragédia! O pensador francês Luc Baresta diz: “Todos defendem os direitos do homem, contudo, ninguém quer saber o que é o homem, que origina tais direitos”. Infelizmente, parte de nossos psicólogos hoje, não curam ninguém, pois entraram num modelo antropológico positivista pautado pelo “psicologismo” e o “sociologismo”, como se fosse a palavra última sobre o ser humano. O desafio para evangelizar essa visão cultural, é coragem de confrontar esses conceitos que despersonalizam o homem e a mulher, pois, afinal, a cultura é a alma de um povo e não há como medi-la. Precisamos questionar os seus pressupostos, quando esses não respondem a pergunta pela essência da vida humana. Somos desafiados, a penetrar e superar os meros dados psicológicos e sociológicos, pois esses, por si só não conseguem oferecer uma resposta de sentido. Precisamos ir além da contingência, sem negar a historicidade do homem, pois, se não lançarmos o olhar além da contingência histórica, não atingiremos a essência da cultura que é o coração do próprio homem. O homem é um ser religioso por essência e não por acidente. Ignorar isso é desconhecer o ser humano.
O PAPEL DA PSICOLOGIA É INDUZIR O HOMEM AO ENCONTRO COM O “EU”.
Caro leitor! O valor da psicologia está justamente em colocar o ser humano no seu “centro”, pois, é exatamente na solidão dele que encontrará Deus e conseqüentemente o sentido de sua vida. Todo o psicólogo que possui uma consciência e uma visão do homem na tríplice dimensão acima citada, verá a importância do seu trabalho em conduzir a pessoa ao profundo “ser-si-mesmo”, facilitando o encontro com o sentido que é Deus. Portanto, a psicologia não tem fim em si mesma, mas é um meio para reconduzir a pessoa a ser feliz. Fomos criados para sermos felizes. Não consigo entender psicólogos, terapeutas, analistas que se dizem ateus tornando o seu trabalho fim em si mesmo. O pensador Lorde Bacon dizia: “(...) Uma filosofia superficial inclina o pensamento do homem para o ateísmo, mas uma filosofia profunda conduz as mentes humanas para a religião” (cf.op.cit in Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz. - Ciência e Fé em Harmonia - Cléofas - 2007. p. 72). O nobre trabalho do bom e consciente psicólogo é centralizar o “EU” para que na solidão do “ser- si –mesmo”, que não é a mesma solidão do niilismo que nega qualquer verdade objetiva provocando a destruição da dignidade humana, mas a solidão como diz o escritor Herman Hesse: “A condição humana é ser solitária: “Vida é solidão. Ninguém conhece o outro, todo mundo está só”. O profundo do homem é sempre um mistério para ele próprio e para os outros. Portanto, não é a psicologia que poderá entrar nesse mistério que é o homem. Nietzsche dizia: “Aquele que conhece a solidão última conhece as últimas coisas”(cf.op.cit. ibidem. in Aquino. p.75). Ora, em última análise, a solidão nos encaminha para Deus. Na verdade “não se pode condenar a religião por causa do fanatismo de alguns; não se pode condenar o todo por causa de uma parte. É uma grave miopia filosófica. Muitos santos (as), milhões de homens e mulheres foram e são felizes, exatamente porque pautaram a sua vida por uma conduta religiosa adequada. Esta “é a questão, uma religião adequada”. (fonte: Ciência e Fé em Harmonia). A religião é boa e edifica o homem quando é dirigida pela verdadeira Revelação de Deus. Caro leitor! A solidão pode ser um desafio para que nos entreguemos inteiramente a Deus e sem reservas. Então ela tornará fecunda e se transformará na fonte de uma madura espiritualidade cujo centro é Deus explicitado em Jesus Cristo, o RESSUSCITADO. Nunca esqueçamos que “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita ciência aproxima de Deus.” (Louis Pasteur).
Pense e reflita!
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS - Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
VoltarO PAPEL DA PSICOLOGIA É INDUZIR O HOMEM AO ENCONTRO COM O “EU”.
Caro leitor! O valor da psicologia está justamente em colocar o ser humano no seu “centro”, pois, é exatamente na solidão dele que encontrará Deus e conseqüentemente o sentido de sua vida. Todo o psicólogo que possui uma consciência e uma visão do homem na tríplice dimensão acima citada, verá a importância do seu trabalho em conduzir a pessoa ao profundo “ser-si-mesmo”, facilitando o encontro com o sentido que é Deus. Portanto, a psicologia não tem fim em si mesma, mas é um meio para reconduzir a pessoa a ser feliz. Fomos criados para sermos felizes. Não consigo entender psicólogos, terapeutas, analistas que se dizem ateus tornando o seu trabalho fim em si mesmo. O pensador Lorde Bacon dizia: “(...) Uma filosofia superficial inclina o pensamento do homem para o ateísmo, mas uma filosofia profunda conduz as mentes humanas para a religião” (cf.op.cit in Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz. - Ciência e Fé em Harmonia - Cléofas - 2007. p. 72). O nobre trabalho do bom e consciente psicólogo é centralizar o “EU” para que na solidão do “ser- si –mesmo”, que não é a mesma solidão do niilismo que nega qualquer verdade objetiva provocando a destruição da dignidade humana, mas a solidão como diz o escritor Herman Hesse: “A condição humana é ser solitária: “Vida é solidão. Ninguém conhece o outro, todo mundo está só”. O profundo do homem é sempre um mistério para ele próprio e para os outros. Portanto, não é a psicologia que poderá entrar nesse mistério que é o homem. Nietzsche dizia: “Aquele que conhece a solidão última conhece as últimas coisas”(cf.op.cit. ibidem. in Aquino. p.75). Ora, em última análise, a solidão nos encaminha para Deus. Na verdade “não se pode condenar a religião por causa do fanatismo de alguns; não se pode condenar o todo por causa de uma parte. É uma grave miopia filosófica. Muitos santos (as), milhões de homens e mulheres foram e são felizes, exatamente porque pautaram a sua vida por uma conduta religiosa adequada. Esta “é a questão, uma religião adequada”. (fonte: Ciência e Fé em Harmonia). A religião é boa e edifica o homem quando é dirigida pela verdadeira Revelação de Deus. Caro leitor! A solidão pode ser um desafio para que nos entreguemos inteiramente a Deus e sem reservas. Então ela tornará fecunda e se transformará na fonte de uma madura espiritualidade cujo centro é Deus explicitado em Jesus Cristo, o RESSUSCITADO. Nunca esqueçamos que “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita ciência aproxima de Deus.” (Louis Pasteur).
Pense e reflita!
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS - Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha


