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PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO! A FÉ NO RESSUSCITADO É FONTE DE LUZ PARA O PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO

Caro leitor! Entre sombras e luzes caminha a humanidade na atualidade. Um mundo marcado por ideologias e crenças, muito contraditórias entre si, confusas e sincretistas que é a estampa do rosto do homem e da mulher em busca da razão de viver. Contudo, a cultura ocidental busca compulsivamente a transcendência, mas, infelizmente, com os olhos na emoção e rejeitando qualquer autoridade. Aliás, são reflexos claros dos princípios da Nova Era que é um “câncer” no seio da cultura atual. Se por um lado, a atual civilização está sedenta pelo encontro com o Absoluto, por outro, é nítida a falta de clareza pelo verdadeiro Deus, que se deu a conhecer em Jesus Cristo, estendendo a mão misericordiosa ao homem e a mulher, e, deu sua vida em resgate dos mesmos, apesar da rebeldia e da autosuficiência. Influenciada pelo pensamento da Nova Era carrega-se um conceito de um deus impessoal, ou uma energia impessoal, sensível, emotiva e confusa. As seitas são um dos últimos degraus de uma cadeia de crenças confusas que acabam na indiferença, tendo como início a ausência de uma resposta de uma experiência religiosa ao problema do sentido da vida. Ora, essa visão não deixa de ser um grosseiro sincretismo individualista e globalizado. Há alguns anos atrás se ouvia dizer assim: “Cristo sim, a Igreja não. Hoje dizem: Deus quem sabe, religião sim”. Por quê? Talvez, porque hoje em cada esquina se encontra uma igreja sectarista que não podemos chamar de religião, pois virou um negócio rentável. A transcendência não pode ser recolhida a um bem estar material, por isso as seitas são uma dramática realidade em nosso tempo.


O DRAMA HUMANO NO ALVORECER DO NOVO SÉCULO.

O fascínio da humanidade atual pela transcendência é o reflexo de um cansaço, decorrente da absolutização do progresso da ciência dissociada e independente do Senhor da história. O medo e a insegurança é o reflexo da obscuridade na imensidão do nevoeiro, denso e perigoso, que o próprio homem criou na tentativa de querer ser e brincar de “deus”. O século XX se caracterizou pela busca de respostas na imanência histórica, cuja ciência fez promessas mirabolantes, mas, sem o verdadeiro fundamento para tal. Jamais o homem e a mulher poderão esquecer que a ciência com todas suas derivações fazem parte da provisoriedade e da temporalidade, portanto não tem a última palavra. É por essa razão que o homem hoje se depara diante de um gigante que ele próprio construiu, materializado no progresso nos diversos níveis, prescindindo do Criador. Curiosamente, chama atenção a conduta do homem e da mulher no alvorecer do novo século, pois realidades como a síndrome do pânico, a depressão, a insegurança, a ansiedade, as incertezas são parceiras da cultura contemporânea. Parecemos crianças rebeldes que fizemos alguma “arte” ou “travessura”, e agora estamos com medo e nos escondendo.


A EXPERIÊNCIA DO FRACASSO NOS REMETE A REDESCOBERTA DO DEUS DA VIDA.

O escritor André Louf diz: “O caminho para Deus passa sempre pela experiência da própria fraqueza” (cf.op.cit. in Grün, Anselm. A espiritualidade a partir de si mesmo. p.97). Partindo desse pressuposto faz sentido analisar a ânsia que o homem e a mulher contemporâneos atravessam. Grün, é muito feliz quando analisando o fracasso da civilização atual afirma: “Quando eu não consigo mais nada, quando tudo me foi retirado das mãos, quando sou forçado a constatar que fracassei, aí, é também o lugar onde já não me resta outra coisa senão entregar-me nas mãos de Deus, abrir as minhas mãos e apresentá-las vazias. A experiência de Deus nunca é uma recompensa pelo nosso esforço, mas, sim, a resposta à minha própria fraqueza. Entregar-se a Deus é a meta de todo o caminho espiritual”(cf.ibidem). Num dos artigos que publiquei há algum tempo atrás eu falava da importância de fazer a experiência de Deus, abrindo-se à graça. Para isso não precisa de técnicas como o faz a Nova Era em torno da própria consciência. Mas a mística cristã consiste em colocar-se diante da presença de Deus sem pretensões, mas com simplicidade e humildade. Veja o site da Paróquia de Canela o artigo: “A Mística cristã e a Mística da Nova Era”. E ainda diz Grün: “Às vezes não resta a Deus outra maneira de levar o homem à sua fraqueza a não ser por meio do pecado (...) este é o último recurso possível, porque só “Nele” é que se revela sua força” (cf.ibidem. p.99). Com certeza, essa é a situação do mundo atual. O sofrimento, angústia e insegurança é fruto do pecado da autosuficiência.


ALELUIA! JESUS RESSUSCITOU: ÚNICA VERDADE CONFIÁVEL.

Com a experiência pascal é possível aprofundar a nossa relação de amor e confiança em Jesus o único que não nos decepciona e muito menos nos engana. Pois, o nosso amor para com Jesus torna-se eterno e definitivo. A ressurreição não fala de um mundo de fantasia, é experimentável dentro de nossa vida. Ressurreição significa: encontrar Jesus de modo que se torne o meu Mestre pessoal, que me leva à vida, que se dirige a mim com amor. A ressurreição é uma renovação da vida, pois aqui aparece o nosso verdadeiro centro que repousa em Deus. Tudo o que esteja fora desse parâmetro são coisas meramente humanas. Caro leitor. Pense e reflita!

FELIZ PÁSCOA!

Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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