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SEGURANÇA PÚBLICA – CF – 2009 – EVANGELIZAR A CULTURA ATRAVÉS DA FAMÍLIA É O SEGREDO

Caro leitor! Buscar solução para o problema da segurança exige de nós um olhar além do dia a dia, ou seja, precisamos evangelizar aqueles que formam a opinião pública e que de alguma forma ditam novos conceitos, valores, contra-valores que, nem sempre são alicerçados em sólidos e saudáveis fundamentos. Por isso além do trabalho “local” e popular de conscientização, o desafio é bem mais complexo e exigente, pois, a meta primeira a ser atingida é o mundo da intelectualidade que a Igreja nos últimos anos tem deixado à margem para se dedicar a um populismo pouco producente, cujo resultado está colhendo hoje, fruto de uma ausência-presença no mundo acadêmico, profissionais liberais como a classe médica, advogados, escritores, empresários, políticos, jornalistas e comunicadores, que são os formadores de opinião, querendo ou não admitir. Em alguns setores foram banidos das nossas igrejas, lamentavelmente. Urge hoje mais do que nunca, cristãos leigos (as), sacerdotes, religiosos (as), consagrados (as) gente bem preparada e que tenham um perfil e firmeza doutrinária, mas com capacidade para dialogar com o mundo da ‘alta cultura’, que na atualidade, em muitos casos, é confusa e sincretista tanto quanto o mundo popular, diferenciando apenas a classe social. “Cegos condutores de cegos”. Contudo, é alentador no processo atual da evangelização da cultura o emergir de cristãos leigos (as), sacerdotes e religiosos (as), consagrados (as) que começam a fazer a diferença. Ex: Prof. Dr. Felipe Aquino, pai de família com cinco filhos, mestrado e doutorado em Engenharia Mecânica. Tem programa na TV, já escreveu 52 livros de formação; outro: Dr. Augusto Cury, médico psiquiatra, pesquisador da psicologia e escritor, professor de pós-graduação, conferencista em congressos nacionais e internacionais. Seus livros são publicados em 40 países; ainda, sacerdotes como: Pe. Anselm Grün, monge beneditino, Pe. Zezinho, Pe. Marcelo Rossi, Pe. Fábio de Mello, Mons. Jonas Abib, Dra. Maria Clara Luchetti Bingemer, mãe de família e teóloga, Dra. Ir. Lúcia Weiler, teóloga e tantos outros. Caro leitor! Esse é o canal e o caminho, pois são evangelizadores para o século XXI e que devem servir de exemplo para outros, que saíram da mediocridade e do anonimato, trancados em quatro paredes, e perceberam os Novos Tempos. A Boa-Nova precisa ser proclamada pelos telhados e com os meios que a sociedade contemporânea dispõe de mais moderno. A Revista “Isto É” do dia 17/09/2008, publicou uma bela reportagem intitulada: “Igreja Católica e a comunicação”. Nessa cita: “O Papa Paulo VI ao assumir a crise institucional da Igreja, fez um apelo aos eclesiásticos no Doc. Evangelii Nuntiandi: ‘Façam chegar ao homem moderno a mensagem cristã por todos os meios que estejam ao alcance’”. E esse é o desafio!


FAMÍLIA: O ESPAÇO NATURAL PARA TRANSFORMAR A CULTURA CONTEMPORÂNEA.

Caro leitor! A curto e médio prazo a evangelização da cultura, de alguma forma, já está acontecendo nas Dioceses, paróquias, comunidades, colégios, universidades, movimentos eclesiais e etc. Entretanto a longo prazo precisamos ter consciência de que a identidade antropológica cristã passa necessariamente pela família, cujo núcleo aponta para o Mistério da Encarnação de Jesus na história humana. Pois, é em Cristo que coincide a verdade e a caridade. Na medida em que nos acercarmos a Cristo, também nossa vida se funde na verdade e na caridade. Dialogar com o mundo da cultura exige por sua vez uma configuração ecleseológica cristã, que com certeza, passa pela família. É possível iluminar o mundo com uma proposta que não se perde num relativismo banal, característica da sociedade contemporânea, imersa em valores dúbios e confusos, regados por uma ética hedonista, porque o único lugar onde poderá emergir uma luz transformadora é a “Família”. Nos últimos quarenta anos, houve mudanças culturais profundas, que atingiu o tecido social da família e por isso mesmo, essa entrou em crise de identidade. Resta-nos hoje, mesmo na avalanche da contra correnteza de uma cultura de morte, reforçar o núcleo familiar, mesmo a custa de muito sofrimento e contestações.


FAMÍLIA: O LUGAR IDEAL PARA INTERPRETAR A CULTURA E A HISTÓRIA.

As mudanças no tecido social da família atingiram a essência da mesma colocando-a numa crise de identidade sem precedente, até porque vivemos num tempo em que as evidências são negadas. A mentalidade narcisista que domina o pensamento atual faz com que o bem seja relativizado no extremo subjetivismo. Ora, a cultura nos remete sempre ao núcleo familiar, pois esse é o espaço natural onde se aprende a relação consigo, com os outros e o mundo e com Deus. Portanto: Como podemos redescobrir o valor da verdade e da identidade? Como promover a reconciliação na memória histórica interna e externa de cada país, região se a célula elementar da sociedade está fragmentada? Se cada família cristã fizer a sua parte conscientemente e levar a sério a sua missão, com certeza haveremos de devolver o fascínio pela verdade em todos os níveis da sociedade, de modo especial no nível da cultura. Pois a partir de uma efetiva transformação da cultura que passa pela família, atingiremos o coração do homem e da mulher. E esse é o desafio e a luz no fundo do poço que falta à civilização contemporânea. Pense e reflita!

Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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