
O MUNDO DA VIRTUALIDADE E A NOVA ESTRTÉGIA DE DOMINAÇÃO. CF - 2009 E A "SEGURANÇA PÚBLICA"
Caro leitor! O paradoxo dos líderes locais, ou seja, as nações e os continentes possuem, hoje, diretrizes sutilmente impostas pelo poder invisível, permeado pelo mecanismo da “virtualidade” que tem um controle nunca visto. É uma realidade tão cruel, obscura e esperta que monitora nossa autonomia, liberdade de ir e vir, de pensar e até nossa privacidade. A beleza do pluralismo cultural está sendo invadida, assim na forma que coloca em risco a sobrevivência da originalidade das diversas culturas nos empurrando para um “brete”, como o gado quando vai ao abate, nos empobrecendo pelo fenômeno da “monocultura”. Ora, atrás de todo esse processo permeia a “globalização econômica”, que dá as regras da mobilidade tanto para os Estados-nações como para os cidadãos dos mesmos. Curiosamente, a fragmentação dos grandes blocos geopolíticos especialmente o leste Europeu e outros, tem criado pequenos Estados-nações com pretensões de preservar soberania própria, muitas vezes, ligados a interesses étnicos, quando não religiosos. Ora, na sutileza visionária da economia global com seus perversos objetivos de “maximização de lucros”, a conseqüência é a desfiguração do rosto humano, mediante a exploração, a injustiça na distribuição de renda, a falta de meios adequados em muitas circunstâncias no que diz respeito à saúde da população, à falta de moradia, transporte, trabalho digno para todos e etc. Certamente, são elementos que, no conjunto social, geram medo, violência, insegurança, frustração e preocupação, de modo especial aos mais pobres e excluídos da sociedade. Entretanto, a lógica da política internacional e supra-territorial comandada pela mão invisível da comunicação “virtual”, é que haja sempre mais fragmentação e multiplicação de Estados fracos, pois é a partir dessa perspectiva que vai nutrir os interesses da “Nova desordem econômica mundial”. Por quê? Exatamente por serem úteis na transação de negócios escusos, pois não teme nenhuma restrição por parte do Estado, o que facilita a liberdade de “Empresas globais”, assim como o rentável comércio do mundo das drogas que sem o mínimo de escrúpulos destrói vidas e mais vidas objetivando “lucros” exorbitantes.
O PROBLEMA DA CISÃO ENTRE “POLÍTICA”, “ECONOMIA” E “ÉTICA”.
Caro leitor! Retrocedendo no tempo e buscando o sentido original da palavra “política” na cultura grega, podemos observar um deslocamento de sentido, ou seja, o “Bem Comum” e o exercício da cidadania, a valorização do homem como um “ser pensante” e autônomo. A realidade que vivemos na pós-modernidade é que a política se tornou sempre mais uma serva da economia, o que na prática significa a perda do poder de interferir e regulamentar, como agente efetivo de controle, pois desapareceu essa capacidade. O economista Claus Offe afirma: “A capacidade de fazer opções coletivamente impositivas e executá-las tornou-se problemático” (cf.op.cit. – in Bauman, Zygmnunt – p.76). E continua: “as fronteiras se tornaram permeáveis (...) as soberanias tornaram-se nominais, o poder anônimo e o lugar, ‘vazios’”. Ora, diante dessa situação resta dizer de forma melancólica as palavras de Bauman: “O padrão dominante pode ser descrito como: afrouxamento dos freios: desregulamentação, liberalização, flexibilidade, fluidez crescente e facilitação das transações de mercados financeiros imobiliário e trabalhista, alívio da carga tributária” (cf.ibidem). Com certeza, uma ação coletiva é cada vez mais distante. E a “ÉTICA”? É até cômico! Pois literalmente há uma inversão de princípios. Em vez da política e economia estarem a serviço do homem e da mulher, ambos se tornam apenas meio e deixam de ser fim. Há espaço para uma eficiente “segurança pública”? Será que aumentando o efetivo de policiais nas ruas e locais públicos, estaremos seguros? Nesse momento da história precisamos antes de tudo questionar os pressupostos da atual violência e insegurança e a “guilhotina” deveria apontar para direções alhures, pois normalmente os culpados se encontram travestidos e ocultos, mas são dinâmicos, ativos e cruéis.
A NOVA HIERARQUIA SOCIOCULTURAL EM ESCALA PLANETÁRIA.
Caro leitor! O economista Michel Cozier, há algum tempo atrás publicou um livro com o título: “O fenômeno burocrático” e, nesse, expunha as concessões estratégicas de certas liberdades dos governos aos seus dominados para manter o controle. Ora, essa mesma estratégia, hoje, é usada pelos mercados e as finanças mundiais, pois com a fragmentação política, facilitou o domínio sobre os Estados-nações, pois esses se movem com facilidade via “virtual”, ou seja, os “extraterritoriais”, que estão supra fronteiras cartográficas e que com o avanço dessa tecnologia sempre mais tem o domínio sobre o planeta como um todo. E a liberdade? A privacidade? Na verdade, o que é opção livre para alguns se abate sobre outros como destino cruel e impiedoso. A Espiritualidade quaresmal convida e nos alerta que precisamos urgentemente da visão cristã do homem focalizado em JESUS CRISTO para uma ação transformadora autêntica da realidade, movida pela fé e embasada na Palavra de Deus, na Eucaristia, no sacramento da penitência, que hoje, em muitas Dioceses e Paróquias é pouco valorizado e que precisa ser novamente resgatado, e não simplesmente basear as soluções em critérios meramente humanos.
Pense e reflita!
Paróquia N. Sra. Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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Caro leitor! Retrocedendo no tempo e buscando o sentido original da palavra “política” na cultura grega, podemos observar um deslocamento de sentido, ou seja, o “Bem Comum” e o exercício da cidadania, a valorização do homem como um “ser pensante” e autônomo. A realidade que vivemos na pós-modernidade é que a política se tornou sempre mais uma serva da economia, o que na prática significa a perda do poder de interferir e regulamentar, como agente efetivo de controle, pois desapareceu essa capacidade. O economista Claus Offe afirma: “A capacidade de fazer opções coletivamente impositivas e executá-las tornou-se problemático” (cf.op.cit. – in Bauman, Zygmnunt – p.76). E continua: “as fronteiras se tornaram permeáveis (...) as soberanias tornaram-se nominais, o poder anônimo e o lugar, ‘vazios’”. Ora, diante dessa situação resta dizer de forma melancólica as palavras de Bauman: “O padrão dominante pode ser descrito como: afrouxamento dos freios: desregulamentação, liberalização, flexibilidade, fluidez crescente e facilitação das transações de mercados financeiros imobiliário e trabalhista, alívio da carga tributária” (cf.ibidem). Com certeza, uma ação coletiva é cada vez mais distante. E a “ÉTICA”? É até cômico! Pois literalmente há uma inversão de princípios. Em vez da política e economia estarem a serviço do homem e da mulher, ambos se tornam apenas meio e deixam de ser fim. Há espaço para uma eficiente “segurança pública”? Será que aumentando o efetivo de policiais nas ruas e locais públicos, estaremos seguros? Nesse momento da história precisamos antes de tudo questionar os pressupostos da atual violência e insegurança e a “guilhotina” deveria apontar para direções alhures, pois normalmente os culpados se encontram travestidos e ocultos, mas são dinâmicos, ativos e cruéis.
A NOVA HIERARQUIA SOCIOCULTURAL EM ESCALA PLANETÁRIA.
Caro leitor! O economista Michel Cozier, há algum tempo atrás publicou um livro com o título: “O fenômeno burocrático” e, nesse, expunha as concessões estratégicas de certas liberdades dos governos aos seus dominados para manter o controle. Ora, essa mesma estratégia, hoje, é usada pelos mercados e as finanças mundiais, pois com a fragmentação política, facilitou o domínio sobre os Estados-nações, pois esses se movem com facilidade via “virtual”, ou seja, os “extraterritoriais”, que estão supra fronteiras cartográficas e que com o avanço dessa tecnologia sempre mais tem o domínio sobre o planeta como um todo. E a liberdade? A privacidade? Na verdade, o que é opção livre para alguns se abate sobre outros como destino cruel e impiedoso. A Espiritualidade quaresmal convida e nos alerta que precisamos urgentemente da visão cristã do homem focalizado em JESUS CRISTO para uma ação transformadora autêntica da realidade, movida pela fé e embasada na Palavra de Deus, na Eucaristia, no sacramento da penitência, que hoje, em muitas Dioceses e Paróquias é pouco valorizado e que precisa ser novamente resgatado, e não simplesmente basear as soluções em critérios meramente humanos.
Pense e reflita!
Paróquia N. Sra. Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha


