
FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA
“A paz é fruto da Justiça” (Is. 32,17).
Caro leitor! Ao ler todo o Manual da CF-2009, percebi a riqueza de seu conteúdo e a preocupação da Igreja em despertar durante o tempo da quaresma, os cristãos, de modo especial, os católicos, mas também todos os homens de boa vontade que sonham com um mundo onde haja justiça, respeito à dignidade humana, que é o caminho para paz não negociada e sim a que brota do coração humano. Assim, ela tem mais consistência e durabilidade, pois é fruto de um desarmamento interior.
POR QUÊ A IGREJA EM 2009 ESCOLHEU ESSE TEMA?
A Igreja está consciente que a Palavra de Deus não se encontra na “atemporalidade”, mas inserida num contexto da historicidade para transformar a mesma num reino de paz, justiça e amor. Por isso mesmo, ela, procura “criar condições para que o evangelho seja melhor vivido em uma sociedade que, cada dia, se torna mais violenta e insegura para as pessoas e procura contribuir para que este processo seja revertido através da força transformadora” (cf. Manual CF. 2009. p.31).
QUAL O OBJETIVO DA CF – 2009?
Despertar o debate sobre a “‘Segurança Pública’ e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, afim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que é garantia da segurança para todos” (cf.ibidem. p.31). Nesse processo a Igreja propõe várias estratégias. O método usado é aquele que se consagrou através da Ação Católica.
VER, JULGAR E AGIR. OS ENCONTROS QUARESMAIS POPULARES.
Caro leitor! A Igreja incentiva as famílias para que através dos 4 (quatro) encontros em preparação à solenidade da Páscoa sejam abordados, de acordo com os livrinhos os seguintes temas:
1. Violência – geradora da insegurança; 2. Construir a segurança a partir do respeito mútuo; 3. A construção da cultura da paz em nossas casas; 4. A transformação da realidade: plantar a paz para colher segurança pública.
PONTOS ABORDADOS PELA FRATERNIDADE – 2009.
- A falta de ética dos Meios de Comunicação Social, principalmente através da Internet, Orkut, MSN, que fascina os adolescentes e jovens, aliás, presas fáceis dos inescrupulosos, sem consciência e sem valores para os mesmos.
- As discriminações e as diferenças sociais e raciais.
- A imprensa televisiva e escrita que só mostra cenas de violência e sexo.
- A necessidade de incrementar na formação das crianças e jovens as virtudes, os princípios cristãos e valores, como prevenção contra a insegurança pública.
- A valorização da família como a grande escola da não violência, reforçando a dignidade do sacramento do matrimônio.
- Ainda: que os responsáveis pela formação das crianças, adolescentes e jovens, estudem, aprofundem e apliquem o “Estatuto da Criança e do Adolescente”, pois, é o futuro da sociedade e precisam ser preparados devidamente.
- Ora, a transformação dessa realidade atual exige uma espiritualidade cristocêntrica e não intimista, individualista de autocontemplação, mas a partir da centralidade crística para a transformação histórica. Por isso vai exigir de todos “CONVERSÃO”. Querer construir a paz e a segurança prescindindo do Senhor da Paz é uma contradição. Ao longo da história foram muitas as tentativas de construir um mundo de justiça e paz sem Deus, todos sem exceção fracassaram. “Errar é humano, mas persistir no erro é diabólico e burrice”.
A RELIGIÃO E A SEGURANÇA PÚBLICA – (síntese do Manual CF)
Um dos papeis mais importantes das religiões é a formação da consciência dos seus fiéis. Isso a nível pessoal e comunitário a partir da ética que fundamenta o agir humano. Todas as religiões pregam a caridade, a solidariedade e o amor ao próximo. Ora, esse é um instrumento valioso que serve como base para uma sociedade mais segura. Infelizmente muitas formas de religiosidade estão fundamentadas no dualismo que provoca uma separação entre a realidade do mundo e da fé. Nesse aspecto, a vivência religiosa torna-se uma fuga dos problemas concretos da vida e passa a ser um anestésico, portanto não contribui para a superação dos males e nada oferece em vista do bem comum. Não devemos transferir para Deus a responsabilidade da segurança, temos que fazer a nossa parte. Não adianta confiar em magias, bruxarias, fazendo de Deus um empregadinho. Deus é nosso parceiro na superação do mal, mas nos quer adultos e protagonistas. Por isso, somos convidados a uma profunda conversão de atitudes nesse tempo quaresmal e assumir o compromisso junto à sociedade. Precisamos sim, eliminar as causas dessa insegurança que está ao nosso alcance. É responsabilidade de todos mudarem. (fonte: Manual da CF-2009).
Caro leitor! Pense e reflita.
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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POR QUÊ A IGREJA EM 2009 ESCOLHEU ESSE TEMA?
A Igreja está consciente que a Palavra de Deus não se encontra na “atemporalidade”, mas inserida num contexto da historicidade para transformar a mesma num reino de paz, justiça e amor. Por isso mesmo, ela, procura “criar condições para que o evangelho seja melhor vivido em uma sociedade que, cada dia, se torna mais violenta e insegura para as pessoas e procura contribuir para que este processo seja revertido através da força transformadora” (cf. Manual CF. 2009. p.31).
QUAL O OBJETIVO DA CF – 2009?
Despertar o debate sobre a “‘Segurança Pública’ e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, afim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que é garantia da segurança para todos” (cf.ibidem. p.31). Nesse processo a Igreja propõe várias estratégias. O método usado é aquele que se consagrou através da Ação Católica.
VER, JULGAR E AGIR. OS ENCONTROS QUARESMAIS POPULARES.
Caro leitor! A Igreja incentiva as famílias para que através dos 4 (quatro) encontros em preparação à solenidade da Páscoa sejam abordados, de acordo com os livrinhos os seguintes temas:
1. Violência – geradora da insegurança; 2. Construir a segurança a partir do respeito mútuo; 3. A construção da cultura da paz em nossas casas; 4. A transformação da realidade: plantar a paz para colher segurança pública.
PONTOS ABORDADOS PELA FRATERNIDADE – 2009.
- A falta de ética dos Meios de Comunicação Social, principalmente através da Internet, Orkut, MSN, que fascina os adolescentes e jovens, aliás, presas fáceis dos inescrupulosos, sem consciência e sem valores para os mesmos.
- As discriminações e as diferenças sociais e raciais.
- A imprensa televisiva e escrita que só mostra cenas de violência e sexo.
- A necessidade de incrementar na formação das crianças e jovens as virtudes, os princípios cristãos e valores, como prevenção contra a insegurança pública.
- A valorização da família como a grande escola da não violência, reforçando a dignidade do sacramento do matrimônio.
- Ainda: que os responsáveis pela formação das crianças, adolescentes e jovens, estudem, aprofundem e apliquem o “Estatuto da Criança e do Adolescente”, pois, é o futuro da sociedade e precisam ser preparados devidamente.
- Ora, a transformação dessa realidade atual exige uma espiritualidade cristocêntrica e não intimista, individualista de autocontemplação, mas a partir da centralidade crística para a transformação histórica. Por isso vai exigir de todos “CONVERSÃO”. Querer construir a paz e a segurança prescindindo do Senhor da Paz é uma contradição. Ao longo da história foram muitas as tentativas de construir um mundo de justiça e paz sem Deus, todos sem exceção fracassaram. “Errar é humano, mas persistir no erro é diabólico e burrice”.
A RELIGIÃO E A SEGURANÇA PÚBLICA – (síntese do Manual CF)
Um dos papeis mais importantes das religiões é a formação da consciência dos seus fiéis. Isso a nível pessoal e comunitário a partir da ética que fundamenta o agir humano. Todas as religiões pregam a caridade, a solidariedade e o amor ao próximo. Ora, esse é um instrumento valioso que serve como base para uma sociedade mais segura. Infelizmente muitas formas de religiosidade estão fundamentadas no dualismo que provoca uma separação entre a realidade do mundo e da fé. Nesse aspecto, a vivência religiosa torna-se uma fuga dos problemas concretos da vida e passa a ser um anestésico, portanto não contribui para a superação dos males e nada oferece em vista do bem comum. Não devemos transferir para Deus a responsabilidade da segurança, temos que fazer a nossa parte. Não adianta confiar em magias, bruxarias, fazendo de Deus um empregadinho. Deus é nosso parceiro na superação do mal, mas nos quer adultos e protagonistas. Por isso, somos convidados a uma profunda conversão de atitudes nesse tempo quaresmal e assumir o compromisso junto à sociedade. Precisamos sim, eliminar as causas dessa insegurança que está ao nosso alcance. É responsabilidade de todos mudarem. (fonte: Manual da CF-2009).
Caro leitor! Pense e reflita.
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha


