
A CHEGADA DE JESUS CRISTO NA HISTÓRIA HUMANA É A PLENA EXALTAÇÃO DA VIDA
Com certeza, a solenidade do Santo Natal é um dos acontecimentos anuais que mais mexe com a emoção de todos, sendo cristãos ou não, crianças, adolescentes, jovens e adultos, ateus ou agnósticos. Curiosamente, parece ser um paradoxo provocado pelo próprio Pai do céu, para que, de alguma formam e em algum momento no Planeta Terra, sintamos e vivenciemos um clima geral de ternura, alegria e confraternização. É um período em que, no corre-corre diário e frenético, no vai e vem agitado das ruas, se ouve e se realizam gestos que sempre deveriam ser a tônica da vida humana, já que fomos criados para sermos felizes. Vejamos alguns desses gestos: sorrisos, solidariedade, paz, fraternidade, ajuda aos pobres e necessitados, profunda sensibilidade para com os menos favorecidos, cantos suaves e profundos que nutrem a nostalgia dos mais velhos e soa como algo que encanta as crianças. A própria brisa que circula traz algo “Misterioso e puro”. Sim, “É Natal”, celebramos o nascimento daquele que em nome de um Deus apaixonado pelo ser humano, quis dar-se a conhecer à humanidade. Por isso, o Filho Jesus Cristo, sem deixar de ser Deus, “humanou-se” através do seio de Maria que Deus “A” preparou desde toda a eternidade, para que fosse a portadora do “Menino Deus”, que nos redimiria dessa ruptura provocada pelo pecado do orgulho, que o homem cometeu reatando a amizade com uma nova Aliança e participantes de sua divindade.
“NATAL”: O CONTRAPONTO A UMA CULTURA DE MORTE INCRUSTADA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA.
Existem certos acontecimentos que, por mais que se queira explicar de forma racional, parecem não convencer. Estamos nos primeiros “natais” desse novo século, contudo fazendo um retrospecto do século XX, temos muitas lembranças, positivas e negativas. Olhando o lado positivo, vemos que o século que recém passou se distinguiu pelo expressivo desenvolvimento em todas as áreas, seja da comunicação, da medicina, do transporte, da economia, da educação, e etc. Na verdade, o homem soube fazer uso daquilo que recebeu do Criador: ser “imagem e semelhança de Deus” (cf.Gn.1,27). Mas, estranhamente, também percebemos que a beleza dos avanços tecnológicos, faz novamente, o homem perder a simplicidade do espírito próprio de criança. E, num gesto de certa rebeldia, muitos envaidecidos pelos avanços da ciência, querem continuar a crescer, mas, infelizmente, com total independência do Criador. Que pena!
O PAPA BENTO XVI E O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL.
Na audiência que o Papa todas as quartas-feiras faz, mais precisamente no dia 17/12, próximo passado, na presença de 6 (seis mil pessoas) refletiu com a multidão, algo que tomo a liberdade de sintetizar literalmente para a nossa reflexão sobre o “Santo Natal”. Vejamos: 1- O Natal “corre o risco de perder seu significado espiritual” e que a atual crise econômica “pode ser um estímulo” para descobrir seu verdadeiro significado. 2- Essa festa, inclusive para quem não se professa crente, pode trazer algo de extraordinário e transcendente, algo íntimo que fala ao coração. Pois, “é a festa que canta o dom da vida”, o encontro “com um recém-nascido que chora em uma gruta miserável”. 3- “O nascimento de uma criança deveria ser sempre um acontecimento que traz alegria, contudo, não é sempre assim” 4- Como não pensar em tantas crianças que, ainda hoje, vêem a luz em uma grande pobreza, em muitas regiões do mundo? Como não pensar nos recém-nascidos não acolhidos e rejeitados, nos que não chegam a sobreviver por falta de cuidados e atenção? Como não pensar também nas famílias que desejaram a alegria de um filho e não vêem realizada esta esperança? 5- Os cristãos, diz o papa, não devem pensar só em si mesmos, mas que se abram às expectativas e necessidades dos irmãos, pois dessa forma nos converteremos também em testemunhas da luz que o Natal irradia sobre a humanidade do terceiro milênio, uma luz capaz de transformar nossa existência. 6- A atual crise econômica pode ser um momento oportuno para redescobrir o significado desta festa, já que, “sob o impulso do consumismo hedonista, infelizmente, o Natal corre o risco de perder seu significado espiritual para reduzir-se a uma mera ocasião comercial de compras e troca de presentes”. 7- “As dificuldades, as incertezas e a própria crise econômica que nestes meses tantas famílias estão vivendo, e que afeta toda a humanidade, podem ser um estímulo para descobrir o calor da simplicidade, da amizade e da solidariedade, valores típicos do Natal”. E conclui o Papa: “Despojado das incrustações consumistas e materialistas, o Natal pode converter-se assim em uma oportunidade para acolher, como presente pessoal, a mensagem de esperança que emana o mistério do nascimento de Cristo”.
A ESPIRITUALIDADE DA SOLENIDADE DO SANTO NATAL.
Caro leitor! Ao concluir, tiramos a seguinte lição: Jesus fez-se pequeno para nos libertar da pretensão de grandeza que surge do orgulho. Ele se “humanou” na história livremente para nos fazer livres e livres para amá-lo. Esse é um momento importante para vivenciarmos o verdadeiro sentido da vida. Vivê-la com intensidade e aproveitá-la, mas com os olhos sempre fitos no Criador que nos ama.
Feliz Natal!
Pense e reflita.
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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Existem certos acontecimentos que, por mais que se queira explicar de forma racional, parecem não convencer. Estamos nos primeiros “natais” desse novo século, contudo fazendo um retrospecto do século XX, temos muitas lembranças, positivas e negativas. Olhando o lado positivo, vemos que o século que recém passou se distinguiu pelo expressivo desenvolvimento em todas as áreas, seja da comunicação, da medicina, do transporte, da economia, da educação, e etc. Na verdade, o homem soube fazer uso daquilo que recebeu do Criador: ser “imagem e semelhança de Deus” (cf.Gn.1,27). Mas, estranhamente, também percebemos que a beleza dos avanços tecnológicos, faz novamente, o homem perder a simplicidade do espírito próprio de criança. E, num gesto de certa rebeldia, muitos envaidecidos pelos avanços da ciência, querem continuar a crescer, mas, infelizmente, com total independência do Criador. Que pena!
O PAPA BENTO XVI E O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL.
Na audiência que o Papa todas as quartas-feiras faz, mais precisamente no dia 17/12, próximo passado, na presença de 6 (seis mil pessoas) refletiu com a multidão, algo que tomo a liberdade de sintetizar literalmente para a nossa reflexão sobre o “Santo Natal”. Vejamos: 1- O Natal “corre o risco de perder seu significado espiritual” e que a atual crise econômica “pode ser um estímulo” para descobrir seu verdadeiro significado. 2- Essa festa, inclusive para quem não se professa crente, pode trazer algo de extraordinário e transcendente, algo íntimo que fala ao coração. Pois, “é a festa que canta o dom da vida”, o encontro “com um recém-nascido que chora em uma gruta miserável”. 3- “O nascimento de uma criança deveria ser sempre um acontecimento que traz alegria, contudo, não é sempre assim” 4- Como não pensar em tantas crianças que, ainda hoje, vêem a luz em uma grande pobreza, em muitas regiões do mundo? Como não pensar nos recém-nascidos não acolhidos e rejeitados, nos que não chegam a sobreviver por falta de cuidados e atenção? Como não pensar também nas famílias que desejaram a alegria de um filho e não vêem realizada esta esperança? 5- Os cristãos, diz o papa, não devem pensar só em si mesmos, mas que se abram às expectativas e necessidades dos irmãos, pois dessa forma nos converteremos também em testemunhas da luz que o Natal irradia sobre a humanidade do terceiro milênio, uma luz capaz de transformar nossa existência. 6- A atual crise econômica pode ser um momento oportuno para redescobrir o significado desta festa, já que, “sob o impulso do consumismo hedonista, infelizmente, o Natal corre o risco de perder seu significado espiritual para reduzir-se a uma mera ocasião comercial de compras e troca de presentes”. 7- “As dificuldades, as incertezas e a própria crise econômica que nestes meses tantas famílias estão vivendo, e que afeta toda a humanidade, podem ser um estímulo para descobrir o calor da simplicidade, da amizade e da solidariedade, valores típicos do Natal”. E conclui o Papa: “Despojado das incrustações consumistas e materialistas, o Natal pode converter-se assim em uma oportunidade para acolher, como presente pessoal, a mensagem de esperança que emana o mistério do nascimento de Cristo”.
A ESPIRITUALIDADE DA SOLENIDADE DO SANTO NATAL.
Caro leitor! Ao concluir, tiramos a seguinte lição: Jesus fez-se pequeno para nos libertar da pretensão de grandeza que surge do orgulho. Ele se “humanou” na história livremente para nos fazer livres e livres para amá-lo. Esse é um momento importante para vivenciarmos o verdadeiro sentido da vida. Vivê-la com intensidade e aproveitá-la, mas com os olhos sempre fitos no Criador que nos ama.
Feliz Natal!
Pense e reflita.
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha


