
O PROFESSOR CRISTÃO: SUA MISSÃO E SEU PERFIL
Caro leitor! Há alguns dias atrás comemoramos o “Dia do Professor”. Não poderia deixar passar essa data, sem dizer algo em relação a esta figura tão importante em nossas vidas. Induzidos por uma mentalidade de natureza secular, mecanicista e marcada por uma ótica que nos mostra apenas “cifrões”, característica de uma sociedade dominada pela doença da economia de mercado, perdemos e contaminamos a figura do professor educador substituindo pelo professor que apenas ensina, tendo em vista apenas o vestibular e o mercado de trabalho. Pior: até as Escolas e Universidades confessionais que deveriam fazer a diferença, unindo conhecimento com preparação para a vida, entraram, muitas, nesse triste jogo. O critério de melhor Escola e Universidade são aqueles que têm maior número que passou no Vestibular e a Universidade aquela que mais é solicitada a preencher a demanda do mercado de trabalho. Ora, partindo desse critério a escolha dos professores só tem um objetivo: o domínio da ciência. Quanto a sua vida pessoal, seus princípios e valores estão em segundo plano. O importante é dar nome e prestígio à Instituição diante do mercado. As Escolas públicas, com raras exceções, a realidade não é diferente. O que será amanhã a vida dessas crianças e jovens? Depois nos questionamos e afirmamos: os jovens de hoje não querem nada com nada. Será? Por que não questionamos assim: Quem são seus pais e mestres? Será que não é possível harmonizar ensino e competência aliado aos valores e princípios para a vida? Nunca esqueçamos que as crianças e os jovens são um espelho de seus mestres. Eis a tragédia! Jesus o Mestre dos mestres que amava as crianças e os jovens e muitos santos como São Marcelino Champangnat, La Salle, Luis Guanella, Inácio de Loyola, outros e outras, que deram suas vidas na educação e formação da juventude, ao olharem essa realidade de hoje, chorariam amargamente.
O PERFIL DO PROFESSOR EDUCADOR.
Caro leitor! Precisamos urgentemente terminar com a dicotomia: Professor que ensina e Professor que educa e ensina. Pois, o primeiro nunca deveria existir por ser um mercenário. Vejamos: “A educação moderna está em crise, porque não é humanizada, separa o pensador do conhecimento, o professor da matéria, o aluno da escola, enfim separa o sujeito do objeto. Ela tem gerado jovens lógicos, que sabem lidar com números e máquinas, mas não com as dificuldades, conflitos, contradições e desafios. Por isso, raramente produz executivos e profissionais excelentes, pessoas que saem da mesmice e fazem a diferença” (cf. Cury, Augusto – Pais brilhantes – Professores fascinantes- Sextavante – 2003 – pp.139-140). O escritor Cury nos dá exemplos do perfil do professor maravilhosos: Diz ele: “Professores, não interessa qual a disciplina que lecione, procurem achar uma janela para falar alguns minutos sobre os problemas, metas, fracassos e sucessos que tiveram na vida. O resultado: Vocês educarão a emoção. Eles os identificarão com a matéria que vocês ensinam, terão apreço por suas aulas. Ouçam seus alunos. Penetrem no mundo deles. Descubra quem são. Um professor influencia mais a personalidade dos alunos pelo que é do que pelo que sabe. Falem de si mesmos, deixem que seus filhos descubram o seu mundo. A melhor maneira de prepará-los para a vida não é impor regras, fazer críticas, dar broncas, punir, mas falar dos seus sonhos, sucessos, inseguranças e falhas. Educadores fascinantes não são infalíveis, mas reconhecem seus erros, mudam de opinião se forem convencidos e não enfiam as suas verdades “garganta a baixo” dos seus filhos e alunos. Jesus Cristo não controlava ninguém, apenas expunha suas idéias e convidava as pessoas a refletirem dizendo: ‘quem tem sede... ’, ‘quem quiser me seguir... ’ Ele instigava a arte de pensar. (...) Na escola da vida, as notas baixas nos ajudam mais do que as notas altas. Há muitos jovens deprimidos e fóbicos implorando com seus gestos e atitudes que um professor lhes conte uma história que os ajude”. (fonte: ibidem). Caro leitor! Quantos conflitos, assassinatos, suicídios seriam evitados se nossa educação fosse mais humanizada! Se eu tivesse poder para decidir sobre a educação no país, com certeza, demitiria 70% dos professores e selecionaria aqueles que tivessem vocação para tamanha e importante tarefa. É isso que está faltando. Não pensem que a prevenção de conflitos é atribuição apenas de psiquiatras e psicólogos. Saibam, os professores, que podem fazer muito mais do que imaginam. “Quem se prepara para viver num jardim sem espinhos se privará do perfume das mais belas flores e terá pouca imunidade para suportar as tempestades sociais” (cf.Cury, Augusto – Maria a maior educadora da história – Planeta – p.29).
AOS PROFESSORES QUE EDUCAM E ENSINAM PARA A VIDA.
Com certeza, temos muitos professores que cativam, fascinam e estimulam seus alunos. Quero me congratular com eles pela passagem do Dia do Professor. Faço minhas, as palavras de Augusto Cury, quando ele diz: “O sistema educacional está doente. Peço aos mestres: encontrem espaços para humanizar o conhecimento, humanizar sua história e estimular a arte da dúvida. Seus alunos não só darão um salto intelectual como terão vantagens competitivas. Quais? Serão empreendedores, saberão fazer escolhas, correrão riscos para concretizar suas metas, suportarão os invernos da vida com dignidade. Serão saudáveis emocionalmente. Terão menos possibilidades de desenvolver conflitos e necessitar de um tratamento psicológico”. O verdadeiro mestre tem que ser exemplo firme, terno e demonstrar sempre amor e carinho para com seus alunos, pois o resto vem por acréscimo. Não há aluno difícil é preciso amá-lo e compreendê-lo.
Pense e reflita!
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha
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Caro leitor! Precisamos urgentemente terminar com a dicotomia: Professor que ensina e Professor que educa e ensina. Pois, o primeiro nunca deveria existir por ser um mercenário. Vejamos: “A educação moderna está em crise, porque não é humanizada, separa o pensador do conhecimento, o professor da matéria, o aluno da escola, enfim separa o sujeito do objeto. Ela tem gerado jovens lógicos, que sabem lidar com números e máquinas, mas não com as dificuldades, conflitos, contradições e desafios. Por isso, raramente produz executivos e profissionais excelentes, pessoas que saem da mesmice e fazem a diferença” (cf. Cury, Augusto – Pais brilhantes – Professores fascinantes- Sextavante – 2003 – pp.139-140). O escritor Cury nos dá exemplos do perfil do professor maravilhosos: Diz ele: “Professores, não interessa qual a disciplina que lecione, procurem achar uma janela para falar alguns minutos sobre os problemas, metas, fracassos e sucessos que tiveram na vida. O resultado: Vocês educarão a emoção. Eles os identificarão com a matéria que vocês ensinam, terão apreço por suas aulas. Ouçam seus alunos. Penetrem no mundo deles. Descubra quem são. Um professor influencia mais a personalidade dos alunos pelo que é do que pelo que sabe. Falem de si mesmos, deixem que seus filhos descubram o seu mundo. A melhor maneira de prepará-los para a vida não é impor regras, fazer críticas, dar broncas, punir, mas falar dos seus sonhos, sucessos, inseguranças e falhas. Educadores fascinantes não são infalíveis, mas reconhecem seus erros, mudam de opinião se forem convencidos e não enfiam as suas verdades “garganta a baixo” dos seus filhos e alunos. Jesus Cristo não controlava ninguém, apenas expunha suas idéias e convidava as pessoas a refletirem dizendo: ‘quem tem sede... ’, ‘quem quiser me seguir... ’ Ele instigava a arte de pensar. (...) Na escola da vida, as notas baixas nos ajudam mais do que as notas altas. Há muitos jovens deprimidos e fóbicos implorando com seus gestos e atitudes que um professor lhes conte uma história que os ajude”. (fonte: ibidem). Caro leitor! Quantos conflitos, assassinatos, suicídios seriam evitados se nossa educação fosse mais humanizada! Se eu tivesse poder para decidir sobre a educação no país, com certeza, demitiria 70% dos professores e selecionaria aqueles que tivessem vocação para tamanha e importante tarefa. É isso que está faltando. Não pensem que a prevenção de conflitos é atribuição apenas de psiquiatras e psicólogos. Saibam, os professores, que podem fazer muito mais do que imaginam. “Quem se prepara para viver num jardim sem espinhos se privará do perfume das mais belas flores e terá pouca imunidade para suportar as tempestades sociais” (cf.Cury, Augusto – Maria a maior educadora da história – Planeta – p.29).
AOS PROFESSORES QUE EDUCAM E ENSINAM PARA A VIDA.
Com certeza, temos muitos professores que cativam, fascinam e estimulam seus alunos. Quero me congratular com eles pela passagem do Dia do Professor. Faço minhas, as palavras de Augusto Cury, quando ele diz: “O sistema educacional está doente. Peço aos mestres: encontrem espaços para humanizar o conhecimento, humanizar sua história e estimular a arte da dúvida. Seus alunos não só darão um salto intelectual como terão vantagens competitivas. Quais? Serão empreendedores, saberão fazer escolhas, correrão riscos para concretizar suas metas, suportarão os invernos da vida com dignidade. Serão saudáveis emocionalmente. Terão menos possibilidades de desenvolver conflitos e necessitar de um tratamento psicológico”. O verdadeiro mestre tem que ser exemplo firme, terno e demonstrar sempre amor e carinho para com seus alunos, pois o resto vem por acréscimo. Não há aluno difícil é preciso amá-lo e compreendê-lo.
Pense e reflita!
Paróquia N.ª Sr.ª de Lourdes – Canela – RS
Pe. Ari Antônio da Silva – Capelão do OÁSIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia – UPSA – Salamanca – Espanha


